Na renda fixa, a dinâmica é: se as taxas sobem, os preços dos títulos caem. Entre os títulos oferecidos hoje com prazo de vencimento mais curto, a taxa do Tesouro Prefixado para 2029 saiu de 13,07% ontem para 13,36% hoje. E o preço, consequentemente, caiu de R$ 709,17 para R$ 704,46.
Entre os indexados à inflação, o Tesouro IPCA+, a taxa real (acima do IPCA) do título com vencimento em 2032 saiu de 7,60% ontem para 7,75% hoje – e o preço, de R$ 2.890,11 para R$ 2.867,24.
A mesma dinâmica vale também para os títulos destinados à aposentadoria, o Tesouro Renda+, e os papéis destinados ao acúmulo de capital para faculdade e estudos, o Tesouro Educa+, além dos títulos prefixados e indexados ao IPCA que pagam juros semestrais.
Veja aqui a lista completa de taxas e preços do Tesouro Direto.
| Título | Taxa anterior | Taxa atual | Preço do título | Investimento mínimo |
| Tesouro Prefixado 2029 | 13,07% | 13,36% | R$ 704,46 | R$ 7,04 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 13,66% | 13,90% | R$ 471,18 | R$ 4,71 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | 7,60% | 7,75% | R$ 2.867,24 | R$ 28,67 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | 7,13% | 7,22% | R$ 1.699,37 | R$ 16,99 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | 6,86% | 6,90% | R$ 914,56 | R$ 9,14 |
Quando a percepção de risco aumenta – seja por crises globais, tensões geopolíticas ou eventos que elevem a incerteza nos mercados –, os investidores passam a exigir juros maiores (prêmio de risco) para comprar títulos de dívida. Esse ajuste nas taxas se reflete imediatamente no preço dos papéis, movimento conhecido como marcação a mercado.