No trimestre encerrado em janeiro, a fabricante de chips registrou receita recorde de US$ 68,1 bilhões, alta de 73% na comparação anual, e lucro de US$ 42,9 bilhões, também acima das estimativas de mercado. Analistas consultados pela FactSet previam um lucro de US$ 37,5 bilhões e uma receita de US$ 66,1 bilhões para o trimestre.
A margem de lucro chama a atenção: 63% – acima dos já fora da curva 55% de um ano antes.
A divisão de data centers, que inclui chips usados em inteligência artificial, respondeu por US$ 62,3 bilhões em receita no trimestre, alta de 75% em relação ao ano anterior. No ano fiscal encerrado em janeiro, a Nvidia registrou receita recorde de US$ 215,9 bilhões, crescimento de 65%.
Para o trimestre atual, a companhia projeta vendas de cerca de US$ 78 bilhões, acima da estimativa média de US$ 72,8 bilhões de analistas. “Nossos clientes estão correndo para investir em capacidade de computação para IA – as fábricas que sustentam a revolução industrial da inteligência artificial e seu crescimento futuro”, afirmou o CEO Jensen Huang, em comunicado.
Fim da ‘bolha’?
A projeção ajudou a reduzir preocupações recentes sobre a formação de uma possível bolha de investimentos em inteligência artificial. Huang tem repetidamente minimizado os temores de que o aumento dos gastos com hardware de IA seja insustentável, argumentando que levará anos para substituir a base instalada de computadores antigos por máquinas mais produtivas.
Ainda assim, investidores vinham alternando otimismo e cautela em relação ao ritmo de expansão do setor, o que pressionou as ações da empresa ao longo do ano. Os papéis da Nvidia subiam cerca de 1% nas negociações após o fechamento após a divulgação dos resultados.
Avaliada em quase US$ 5 trilhões, a Nvidia é hoje a empresa mais valiosa do mundo e a principal fornecedora de chips aceleradores usados no treinamento e na operação de sistemas de inteligência artificial.
Além dos aceleradores, a companhia vem ampliando sua atuação para processadores de uso geral, redes e sistemas completos de computação, reforçando ainda mais sua presença junto aos grandes clientes de tecnologia.