Com a transação, assinada em dezembro e ainda aguardando o aval das autoridades reguladoras, a companhia passa a deter 100% do campo, localizado entre os municípios de São Sebastião do Uatumã e Urucará, a 227 quilômetros a leste de Manaus.
Os dois lados formavam um consórcio desde abril de 2024, quando arremataram a concessão em leilão da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP) – a Eneva já com 80% e a Atem com o restante.
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O ativo tem volume estimado de 661 milhões de metros cúbicos de gás natural no reservatório, segundo avaliação da ANP de 2016. É um campo modesto em tamanho: Mexilhão, o maior já descoberto no Brasil, tem reservas de 70 bilhões de metros cúbicos, volume mais de cem vezes superior.
Japiim ainda não produz. O campo está em fase de reabilitação, com prazo para conclusão do programa exploratório inicial em novembro de 2027. Só após essa etapa, se os resultados forem positivos, a empresa iniciaria a produção de hidrocarbonetos.
A compra faz sentido estratégico para a Eneva por mais de uma razão: Japiim fica a cerca de 35 quilômetros do Campo de Azulão, que a companhia já opera na mesma bacia. Consolidar o controle total evita fricções operacionais e permite integrar o ativo à infraestrutura existente, caso a produção se confirme viável.
Para a Atem, principal distribuidora de combustíveis da região Norte, a saída libera recursos para outros projetos exploratórios que a empresa conduz diretamente. O valor da transação não foi divulgado.