A agência de classificação Fitch rebaixou em quatro degraus o rating nacional do GPA, dona das redes Extra e Pão de Açúcar, de A(bra) para CCC(bra) – um corte que leva a companhia ao território de “estresse elevado” na escala de crédito.

Na prática, o GPA saiu da faixa considerada grau de investimento na escala nacional e passou a um nível normalmente associado a risco relevante de inadimplência ou eventual reestruturação de dívida.

Como mostrou recentemente o InvestNews, o GPA corre contra o tempo para lidar com seus vencimentos de curto prazo, sem uma “bala de prata” à vista. Em maio, a empresa terá de pagar cerca de R$ 450 milhões, com vencimento no dia 10.

Segundo a Fitch, o principal fator para o rebaixamento foi o aumento do risco de refinanciamento. A empresa tem aproximadamente R$ 1,7 bilhão vencendo entre maio e julho de 2026, em um momento em que o caixa tende a ser consumido pela própria operação e pelo fluxo de caixa negativo.

Fluxo de caixa pressionado

A agência projeta fluxo de caixa livre negativo em 2026 e 2027, pressionado pelo elevado custo financeiro e por desembolsos com contingências tributárias e trabalhistas – que somam R$ 17 bilhões em disputas.

A alavancagem deve permanecer elevada, próxima de 4,8 vezes o resultado operacional medido pelo resultado operacional (Ebitda), sem perspectiva de melhora estrutural sem venda relevante de ativos ou capitalização. 

Além disso, afirma que “o ambiente de consumo mais fraco no varejo alimentar limita o crescimento e dificulta a recomposição de margens”.

GPA fala em eficiência

Em fato relevante divulgado após o anúncio, o GPA confirmou o rebaixamento e afirmou que segue comprometido com o Plano de Eficiência 2026, que prevê redução de despesas e investimentos e venda de ativos não estratégicos.

A companhia informou ainda que continua negociando o refinanciamento do endividamento de curto prazo e ressaltou que a atualização do rating não configura descumprimento de covenants previstos nos contratos de dívida.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.