Por meio da Âmbar Energia, o grupo comprou cinco usinas termelétricas (UTEs) da Bolognesi Energia, empresa gaúcha com sede em São Paulo, segundo reportagem do Estadão.

O valor do negócio não foi divulgado. A J&F limitou-se a confirmar a transação, e a Bolognesi informou que a operação está sujeita às aprovações regulatórias habituais.
O que foi comprado
As cinco usinas estão distribuídas pelo Nordeste — nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas — e pelo Centro-Oeste, em Goiás. Juntas, somam capacidade instalada de 766 megawatts (MW): quatro movidas a óleo combustível e uma a biomassa. Todas têm contratos vigentes de fornecimento de energia, com vencimentos em 2042 (três usinas) e 2044 (duas).
Com a aquisição, a capacidade total de geração da Âmbar se aproxima da de gigantes do setor, como a hidrelétrica de Tucuruí, operada pela Axia com 8,5 gigawatts (GW), e a Auren Energia, do grupo Votorantim e do fundo canadense CPP, com 8,8 GW em fontes hídricas, eólicas e solares.
Dez anos de expansão da Âmbar Energia
Fundada em 2015 com foco em geração térmica, comercialização e transmissão, a Âmbar acelerou o ritmo de compras nos últimos dois anos. Em março de 2026, concluiu a aquisição da Usina Termelétrica Norte Fluminense e do projeto Norte Fluminense 2 — com capacidade prevista de 1.800 MW — do grupo francês EDF, em Macaé (RJ). A usina opera em ciclo combinado a gás natural e soma 827 MW.
O movimento mais ousado, porém, veio em outubro de 2025: a entrada no capital da Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas de Angra 1 e Angra 2 e pelo projeto Angra 3. O negócio foi fechado com a Axia Energia (ex-Eletrobras) por cerca de R$ 535 milhões, além de garantias de empréstimos e obrigações de integralização de debêntures no valor de R$ 2,4 bilhões.
A Âmbar também opera a distribuidora Amazonas Energia, adquirida em 2024, expandindo sua presença para o mercado de distribuição no Norte do país.