A J&F, holding da família Batista, divulgou seu primeiro resultado trimestral após a reorganização societária anunciada neste ano.

A companhia reportou receita líquida consolidada de R$ 119,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA ajustado consolidado, uma medida da geração de caixa da empresa, somou R$ 7,8 bilhões.

Segundo a companhia, o crescimento da receita foi puxado principalmente pela Âmbar Energia, cuja receita avançou 186,8%, para R$ 2,3 bilhões, após a integração de novos ativos.

O avanço da Âmbar reflete a incorporação de ativos comprados nos últimos anos, em especial termelétricas adquiridas da Eletrobras e da Copel, além de usinas incorporadas em 2025. Em março, a companhia também concluiu a aquisição da UTE Norte Fluminense, da EDF. Com as operações, a Âmbar passou a ter mais de 7 GW de capacidade instalada em geração de energia.

Na LHG Mining, o braço de mineração da J&F, a receita teve alta de 196,4%, para R$ 1,5 bilhão.

Somadas, as operações de energia, mineração, celulose e bens de consumo tiveram crescimento de 77% na receita ante o primeiro trimestre de 2025, atingindo R$ 6 bilhões.

A companhia encerrou o trimestre com alavancagem financeira de 2,9 vezes dívida líquida sobre EBITDA e retorno sobre capital empregado (ROIC) de 17,8%.

Reorganização societária

Em fevereiro, a J&F anunciou uma reorganização interna, retirou o termo “Investimentos” de seus nome e incorporou formalmente à estrutura do grupo empresas como a Eldorado Brasil, a mineradora LHG Mining e a fabricante de cosméticos Flora. A Âmbar Energia já havia sido integrada anteriormente.

A estratégia busca melhorar o acesso ao mercado de dívida, alongar vencimentos e padronizar a divulgação de resultados.

A JBS, listada na Bolsa de Nova York desde 2025, continua operando de forma independente. A J&F mantém cerca de 50% das ações da companhia.