De acordo com fato relevante da companhia, que está em recuperação judicial, a chamada Oi Soluções reúne a oferta de serviços de conectividade, soluções digitais e tecnologia da informação para clientes corporativos e do setor público. A unidade inclui ainda a base de clientes com contratos públicos e privados, estrutura operacional, receitas, custos, fornecedores e outros elementos econômicos associados à operação.
A decisão foi proferida em 27 de abril de 2026, no âmbito do processo de recuperação judicial, e está alinhada às cláusulas do plano aprovado pelos credores em assembleia realizada em abril de 2024 e homologado pela Justiça em maio do mesmo ano. A alienação da UPI faz parte da estratégia da companhia para reestruturar suas operações e reduzir o endividamento, por meio da venda de ativos considerados não essenciais.
Segundo a Oi, o juízo também marcou para o dia 17 de junho de 2026, às 15h, a audiência para abertura de propostas fechadas dos interessados na aquisição da Oi Soluções. O processo será conduzido de forma competitiva, no qual potenciais compradores apresentarão suas ofertas, com o objetivo de maximizar o valor dos ativos para os credores.
A venda de unidades produtivas isoladas é um mecanismo previsto na legislação de recuperação judicial e permite a transferência de ativos sem sucessão de passivos, o que tende a aumentar o interesse de investidores. A companhia afirmou que manterá o mercado informado sobre os próximos desdobramentos do processo.