A companhia já havia obtido a licença de instalação em setembro e iniciado a construção submarina e a interligação (tieback). Localizado na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, Wahoo será interligado ao FPSO de Frade – a unidade flutuante que já produz petróleo no campo vizinho – o que permite o desenvolvimento do projeto com menor intensidade de capital.
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Wahoo é considerado um dos principais vetores de crescimento orgânico da Prio após um ciclo recente marcado por aquisições, como Peregrino e Albacora Leste. No 3T25, a produção média consolidada foi de 88,2 mil barris por dia, impactada pelas paradas de Peregrino.
A companhia já indicou anteriormente que Wahoo pode adicionar cerca de 40 mil barris por dia à produção quando estiver plenamente rampado, o equivalente a algo próximo de um quarto do volume atual.
A entrada de Wahoo tende a elevar esse patamar ao longo de 2026. O desenvolvimento do campo também tem peso relevante na estrutura de capital. A própria companhia destacou no balanço que o capex do trimestre foi influenciado pelos investimentos na perfuração e no desenvolvimento de Wahoo.
Ao fim de setembro, a alavancagem medida por dívida líquida e o resultado operacional (Ebitda) ajustado estava em 2 vezes.
Com a licença de operação, a Prio encerra uma etapa que vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado, já que o cronograma de Wahoo havia sido revisado em anos anteriores em meio a entraves regulatórios. Agora, a companhia passará a focar na conclusão do comissionamento e no ramp-up da produção.