A Riachuelo informou hoje que estuda a possibilidade de realizar uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias, com valor inicial estimado em R$ 400 milhões.

A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais e contará com esforços de colocação no exterior.

Segundo a companhia, os recursos arrecadados são utilizados para expansão e fortalecimento operacional, incluindo a abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, além de expansão das operações da Midway Financeira.

A companhia voltou a abrir lojas em 2025, depois de praticamente um hiato. Foram 8 no ano passado contra apenas 1 em 2024. Para 2026, o objetivo é abrir de 15 a 20 lojas, considerando um plano maior de expansão de até 200 lojas em uma década.

Nova loja da Riachuelo (Foto: Divulgação)
Nova loja da Riachuelo (Foto: Divulgação)

Ao contrário das rivais C&A e Renner, a Riachuelo tem uma penetração mais baixa no Sudeste, e maior presença no Nordeste, onde nasceu. O objetivo, agora, é ampliar a presença na região mais rica do país.

A Riachuelo é controlada pelo grupo Guararapes, que também é dono das lojas Carter’s no Brasil e da FANLAB. Mas o foco agora é na marca mais conhecida, que responde por 65% do faturamento. Tanto que a Guararapes passou a adotar o nome Riachuelo na bolsa e o ticker RIAA3.

A companhia também convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para 17 de março de 2026, para deliberar sobre a proposta de aumentar o limite de seu capital autorizado, visando maior agilidade em futuros aumentos de capital.