A S&P Global Ratings elevou o rating de crédito global da Azul para “B-“, com perspectiva estável. A atualização ocorreu após a saída do processo de recuperação judicial realizado nos EUA dentro das normas do Chapter 11, a legislação americana que rege esse tipo de evento.

Conforme a companhia aérea, a subida da nota de crédito também reflete a estrutura de capital mais leve obtida ao longo do processo.

A S&P destacou que a perspectiva estável se deve à expectativa de que a Azul mantenha um desempenho operacional sólido após a reestruturação, com uma frota otimizada e menor alavancagem financeira.

A nova nota “B-” está a três graus do patamar de grau de investimento, que reúne as empresas consideradas com menor risco de crédito. Mas representa um grande avanço comparado ao rating anterior “D”, que marca empresas com alto risco de inadimplência.

No processo, a companhia informou ter obtido uma redução de US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento, cortando mais de 50% dos juros anuais e reduzindo em cerca de um terço os custos de locação de aeronaves — com uma queda de aproximadamente 36% na dívida de arrendamento. Com isso, a Azul alcançou alavancagem líquida proforma inferior a 2,5 vezes.

A reestruturação durou cerca de nove meses. A operação envolveu acordos com credores, incluindo a AerCap, e parcerias com investidores estratégicos como United Airlines e American Airlines.

Após o processo, a Azul passa a operar mais como uma “corporation”, com base acionária mais dispersa. Nesse contexto entram United e American Airlines como sócios estratégicos. As duas companhias americanas se comprometeram a investir US$ 100 milhões cada, com participação em torno de 8% no capital da Azul. 

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.