Segundo uma das fontes, a saída de Tanure ocorreu em comum acordo com os acionistas de referência da Light – no caso, o BTG Pactual e os investidores Carlos Alberto “Beto” Sicupira e Ronaldo Cezar Coelho.
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Tanure, que vive uma crise de liquidez e teve parte de suas ações tomada por credores no mês passado, deverá se desfazer dos últimos papéis que possui na distribuidora. O investimento do empresário na Light começou em meados de 2023, pouco depois de a companhia ter entrado em recuperação judicial.
“Creio que a maior contribuição que poderia dar à companhia já atingiu seu ápice. Penso ser o ideal para eu dar por encerrado o meu trabalho no Grupo Light”, escreveu Tanure, em carta enviada na terça-feira (17) ao presidente do conselho de administração da Light, Hélio Costa.
Nova fase
Tanure diz ainda que sua saída ocorre em meio à iminente renovação da concessão da distribuidora por mais 30 anos e à conclusão da recuperação judicial da holding, que reestruturou cerca de R$ 11 bilhões em dívidas.
Como mostrou o InvestNews, para viabilizar a renovação, a Light deverá estruturar um pacote de investimentos de R$ 12 bilhões nos próximos anos, o que vai demandar aporte expressivo dos principais acionistas.
O conselho de administração foi convocado para esta sexta-feira (20) para formalizar a renúncia e deverá chamar uma assembleia geral de acionistas para 24 de abril.
