O presidente Donald Trump criticou a possibilidade de fusão entre United Airlines e American Airlines, reforçando a resistência que o potencial negócio já enfrenta em Washington.

“Eu não gosto da ideia de eles se fundirem”, disse Trump à CNBC na terça-feira, 21. O presidente argumentou que ambas as empresas estão indo bem de forma independente e traçou um paralelo com a consolidação no setor aeroespacial e de defesa — um processo que, na sua avaliação, reduziu a competição e tornou as empresas “preguiçosas”.

A American Airlines, por sua vez, já havia sinalizado desinteresse. Em nota divulgada na sexta-feira, 17, dia 17, a companhia afirmou não estar “envolvida nem interessada em quaisquer discussões relativas a uma fusão com a United Airlines.”

Os comentários de Trump vieram na esteira de reportagens que indicavam que Scott Kirby, CEO da United, teria levado a proposta diretamente ao presidente.

A ideia de unir duas das maiores aéreas americanas já havia provocado reações negativas de legisladores dos dois partidos e de grupos de defesa do consumidor. Especialistas do setor apontam que a combinação levantaria preocupações antitruste significativas. Aqui no Brasil, o Cade ainda deve avalaiar o aporte da American Airlines na Azul, onde a United já é acionista.

No mercado, os investidores reagiram de forma assimétrica à declaração: as ações da American recuaram 1%, enquanto as da United avançaram 1,5% na manhã de terça-feira.