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Veja as empresas que já foram afetadas pelo coronavírus

A contaminação iniciada na segunda maior economia mundial gera as primeiras frustrações nos negócios de grandes companhias.

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InvestNews
covid vacina

A expansão do coronavírus já pode ser sentida em toda economia global. No relatório deste mês da Oxford Economics, os analistas apontam para uma queda de curto-prazo no PIB chinês, ajustando as expectativas de crescimento econômico mundial, no primeiro trimestre desse ano, de 2,5% para 2,3%.

Além dos problemas nas cadeias produtivas dependentes de importação chinesa, o turismo pode ser um grande afetado, tanto pela redução na circulação de pessoas, como pelo menor volume de turistas saindo da China para o resto do mundo.

No Brasil, onde o primeiro caso de contaminação foi confirmado ontem (26), as empresas mais afetadas tiveram forte desvalorização na Bolsa, que abriu em queda após o feriado de Carnaval.

VEJA: Avanço do Coronavírus: comprar ações? Vender? Esperar? Dony e Samy explicam

Veja abaixo os setores e as empresas que já foram afetados pela epidemia do coronavírus:

Aéreas

As ações das empresas aéreas nacionais estiveram entre as mais desvalorizadas no final do pregão desta quarta-feira (26), diante da expectativa de menor circulação de passageiros em viagens. A Gol (GOLL4) teve variação negativa de 14,31% com papéis negociados a R$ 33,82. Já a Azul (AZUL4) fechou ontem com queda de 13,3%, com ações a R$55,65.

No cenário internacional, a franco-holandesa, Air France-KLM deu sua primeira estimativa quanto ao impacto da epidemia. A empresa prevê que seu resultado operacional será afetado entre 150 milhões de euros e 200 milhões de euros entre fevereiro e abril.

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (International Air Transport Association, Iata na sigla em inglês) em sua primeira análise do impacto do vírus presumiu uma queda de 13% na demanda de passageiros por voos na região da Ásia/Pacífico ao fim de 2020. O que corresponde a uma diminuição de US$ 27,8 bilhões na receita das empresas atuantes nessa região.

Tecnologia

A epidemia de coronavírus fez com que uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a Apple, enviasse um alerta para os seus investidores. No dia 17 de fevereiro, a empresa anunciou a revisão para baixo de suas receitas neste trimestre terminado em março.

O seu principal produto, o iPhone, ficou com a fabricação prejudicada com a paralisação de parte da indústria chinesa. A reação do mercado não foi nada agradável. No dia do anúncio de revisão, as ações da Apple (AAPL) chegaram a cair ao redor de 4% no pré-mercado de Nova York.

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Enquanto isso, a Microsoft, grande concorrente, avisou aos investidores que não pretende mais cumprir a meta de receita esperada entre US$ 10,75 bilhões e US$ 11,15 bilhões no terceiro trimestre fiscal, que já incluía as perdas relacionadas a situação de saúde pública na China. O comunicado dessa quarta-feira (26) não incluía nova meta.

Uma pesquisa divulgada na sexta-feira (21) pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostra que 57% das empresas associadas já enfrentam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos provenientes da China em decorrência do fechamento de plantas fornecedoras, por causa do surto de coronavírus.

A Multilaser, empresa que fabrica eletrônicos em Extrema (MG), já projeta uma redução de 17% no abastecimento de peças e componentes importados por conta da parada de quase um mês nas fábricas chinesas. Em outra empresa, a Flextronics, responsável pela produção de celulares da Motorola, os funcionários receberam aviso de férias coletivas, com paralisação de 80%, também por conta de falta de insumos importados.

Outros setores

Além do prejuízo intrinsecamente relacionado à desaceleração do volume de importações da China, — como foi com a Petrobras (PETR4) e a Gerdau (GOAU4) , que apresentaram ontem duas das maiores quedas na B3, respectivamente 10,05% e 11,89% — algumas empresas enxergam as perdas vindas do esfriamento do próprio mercado interno chinês.

A Mastercard também reduziu suas projeções para o primeiro trimestre de 2020. Agora se espera uma alta de 9% a 10% das receitas, quando antes supunha-se crescimento superior a 10%. A esperança é de que as perdas estejam limitadas ao primeiro trimestre.

A maior cervejaria do mundo, Anheuser-Busch InBev (AB InBev), dona da Ambev, considerou também o impacto da epidemia de coronavírus. A empresa alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020.

Até a gigante de bebidas Coca-Cola teve que assumir as perdas nesse início de ano. A empresa estima que o coronavírus vai reduzir seu lucro por ação de janeiro a março em US$ 0,01 a US$ 0,02. Está previsto também impacto de dois a três pontos porcentuais nos volumes vendidos e de um a dois pontos na receita orgânica.

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