O problema: a gestão não andou no mesmo ritmo do crescimento dos negócios.
A empresa seguiu com a lógica familiar clássica, com cinco integrantes se revezando em todas as funções, dois funcionários contratados e nenhuma distinção entre o que era da empresa e o que era da casa.
A mesma conta bancária pagava o supermercado, a escola da irmã caçula, os fornecedores de bebidas e os impostos da casa de shows. Na hora de fechar o caixa, o número não batia com o que Igor e seus sócios calculavam, porque gastos pessoais tinham sido diluídos no meio das finanças da empresa. “Isso gerou muitas divergências entre nós”, admite.
Incomodado com a sensação de que o dinheiro “sumia”, Igor decidiu estudar. Buscou conteúdos sobre finanças e montou planilhas para acompanhar fluxo de caixa e estoque. A maior virada foi começar a separar as despesas da empresa e da família, medindo o lucro com mais precisão e definindo limites de gasto para cada sócio.
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“Quando tudo está na mesma conta, a empresa parece ter dinheiro quando não tem, ou parece quebrada quando está saudável. Isso distorce completamente a visão do negócio”, diz Fabrício Tonegutti, especialista em direito tributário e diretor da Mix Fiscal.
Caixinhas PJ para organizar as contas da empresa
Se começar a separar o dinheiro manualmente já mudou a rotina de Igor, fazer isso dentro de uma ferramenta pensada para o dia a dia do empreendedor pode levar a organização para outro patamar.
As Caixinhas PJ do Nubank foram criadas para resolver três desafios dos empreendedores: a falta de organização das contas, a necessidade de reservar recursos para objetivos futuros e a demanda por manter o dinheiro rendendo, em vez de parado na conta.
Na prática, as Caixinhas PJ permitem criar “gavetas” na conta PJ para separar o dinheiro para objetivos específicos, nomeadas como “Impostos”, “13º salário”, “Capital de giro” ou “Reserva de emergência”, por exemplo. Em vez de acompanhar um saldo único, o empreendedor passa a ver os recursos segmentados e sabe exatamente quanto já há reservado para cada compromisso.
“As Caixinhas são uma forma prática de guardar dinheiro para organizar as finanças com tranquilidade. O cliente pode criar quantas quiser, seja pensando em imprevistos, seja pensando em investimentos para fazer seu negócio avançar”, diz Maximiliano Damian, diretor-geral do Nu Empresas.
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“O saldo único mostra um número bonito, mas não diz quanto já está comprometido”, diz Tonegutti. Ao separar o dinheiro por finalidade, o empresário deixa de se perguntar quanto tem e passa a se perguntar quanto tem para cada coisa. Isso muda a forma de decidir investimentos, contratações e expansão, avalia o especialista.
Metas claras e facilidade para guardar dinheiro
As Caixinhas PJ também permitem definir metas para cada objetivo, com acompanhamento visual do progresso até lá. É possível ainda configurar aplicações automáticas: basta escolher o valor, a data e a caixinha que o sistema realiza o aporte, sem que o empreendedor precise lembrar da transferência todo mês – desde que haja saldo disponível na conta.
Os dados do Nu Empresas mostram que 90% dos clientes que usam a funcionalidade criam até três Caixinhas PJ. Deles, 54% iniciam uma nova Caixinha pensando em planos para o futuro de suas empresas, enquanto 19% têm a organização financeira como principal objetivo.
Rendimento de 100% do CDI com proteção do FGC
Além de organizar as contas, as Caixinhas PJ fazem o dinheiro trabalhar pela empresa. Os valores aplicados são investidos em um produto de renda fixa – um RDB – que rende 100% do CDI, principal indicador de referência para investimentos. E há proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores de até R$ 250 mil por CNPJ.
Os valores aplicados nas Caixinhas PJ rendem desde o primeiro dia, mas os ganhos retroativos só ficam disponíveis após 30 dias do depósito. O cliente pode retirar o saldo a qualquer momento. No entanto, se o resgate for feito antes de 30 dias, não haverá rendimento. Após esse período, os rendimentos acumulados são incluídos no valor do resgate.
Da bagunça financeira aos planos para o futuro
Ainda dando os primeiros passos na organização das finanças da casa de shows, a família de Igor já consegue tomar decisões mais bem embasadas, como criar promoções para girar bebidas que estão vendendo pouco. Além disso, foi possível criar a “poupança da empresa” para guardar parte do lucro e pensar em novos projetos.
Com a experiência acumulada e olhando para o futuro, o plano é quantificar o estoque com rigor, reformar o espaço atual, implantar um sistema de delivery em 2026 e abrir uma segunda casa em 2027. “Quando o negócio começa a dar certo, a gente precisa manter o pé no chão”, diz Igor. Sem deixar de sonhar.
