O levantamento, divulgado no final da semana passada, leva em conta os dados entregues até 1º de novembro de 2025. No terceiro trimestre, foram R$ 106,9 bilhões, 6,5% a mais do que o mesmo período do ano passado, mas menos do que os R$ 110 bilhões do segundo semestre deste ano.
| Período | Volume em 2025 | Volume em 2024 |
| 1º trimestre | R$ 120,5 bilhões | R$ 97,9 bilhões |
| 2º trimestre | R$ 110,5 bilhões | R$ 91 bilhões |
| 3º trimestre | R$ 106,9 bilhões | R$ 100,4 bilhões |
| Total no período | R$ 337,9 bilhões | R$ 289,3 bilhões |
As exchanges brasileiras seguem como o principal canal dessas operações. Cerca de R$ 228,3 bilhões, ou 67,6% do total, passaram por corretoras locais no período analisado. Em segundo lugar aparece o volume movimentado em carterias próprias e outras plataformas, com R$ 64,7 bilhões (19,1%). Já as corretoras estrangeiras com atuação no Brasil responderam por R$ 44,9 bilhões (13,3%).
Esse aumento de volume acontece ao mesmo tempo em que a Receita Federal moderniza seus mecanismos de controle. Um dos principais exemplos é a Declaração de Criptoativos (DeCripto), que substitui a antiga IN 1.888. Além disso, o órgão também criou novos instrumentos para regularizar criptos não declaradas, como o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp).
As criptomoedas mais negociadas
Sem surpresa, a stablecoin USDT, emitida pela Tether, liderou com folga o total declarado. Entre janeiro e setembro, o volume informado chegou a R$ 221 bilhões, o equivalente a cerca de 65% de tudo o que foi declarado.
Principal “dólar digital” do mercado, a criptomoeda ganhou ainda mais espaço no ano passado por ser usada como instrumento de câmbio e, até então, não sofrer incidência de IOF. Isso mudou, porém, com a publicação da nova regulamentação do mercado de criptomoedas.
Na sequência vêm o bitcoin (BTC), com R$ 35 bilhões (10,4% do total), a stablecoin USDC, com R$ 15,1 bilhões (4,5%), o ethereum (ETH), com R$ 13,37 bilhões (4%), a solana (SOL), com R$ 6,37 bilhões (1,9%), o XRP, com quase R$ 5 bilhões (1,45%), e a stablecoin brasileira BRZ, com R$ 2,3 bilhões (0,68%).
O restante do volume está pulverizado entre diversas altcoins, como aave (AAVE), citcoin cash (BCH), chiliz (CHZ), entre outras.
As 7 criptomoedas mais negociadas do Brasil (entre janeiro e setebro de 2025)

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.
Bitcoin (BTC): -0,16%, US$ 90.427,71
Ethereum (ETH): +0,23%, US$ 3.109,10
XRP (XRP): -2,44%, US$ 2,04
BNB (BNB): -1,30%, US$ 889,01
Solana (SOL): +2,26%, US$ 139,67
Outros destaques do mercado cripto
As previsões de uma corretora brasileira. A exchange brasileira Mercado Bitcoin divulgou suas apostas para o mercado cripto neste ano – e os números são ambiciosos. Segundo a empresa, o bitcoin deve alcançar ao menos 14% do tamanho do mercado do ouro, as stablecoins podem chegar a US$ 500 bilhões, ETFs de altcoins devem atrair US$ 10 bilhões, mercados preditivos em blockchain devem ganhar tração, negociações feitas por agentes de IA podem quadruplicar e, por fim, o volume de ativos tokenizados pode crescer 200%
Dubai contra criptos de privacidade. Dubai resolveu apertar o cerco contra as chamadas criptomoedas de privacidade. O regulador financeiro do local baniu o uso desses tokens no centro financeiro internacional da cidade, citando riscos de lavagem de dinheiro e sanções. Na prática, moedas como Monero (XMR) e Zcash (ZEC) não poderão mais ser negociadas, promovidas ou usadas em fundos e derivativos na região. A decisão vem justamente num momento de renovado interesse por esses ativos.
Gigante da custódia abraça a tokenização. O BNY, maior banco custodiante do planeta, deu seu passo mais concreto até agora rumo à tokenização. A instituição passou a permitir que clientes institucionais liquidem depósitos bancários via blockchain. Estamos falando de um gigante que guarda quase US$ 58 trilhões em ativos. A nova plataforma espelha os saldos dos clientes em uma blockchain privada, com o objetivo de acelerar liquidações e melhorar a gestão de liquidez, colateral e margem.
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