Não se trata de uma compra. O movimento aconteceu devido a uma execução de alienação fiduciária. Ou seja: ações da Westwing, uma rede de lojas de utensílios domésticos, ficaram como garantia em alguma operação junto à Mastercard, não especificada pela companhia de cartões de crédito. Essa garantia, agora, foi executada.
Mas participação da empresa de cartões de crédito será passageira. A Mastercard afirma que irá vender as ações. A companhia afirma que não pretende manter participação acionária na empresa nem exercer direitos políticos relacionados a essas ações enquanto realiza a venda.
A Westwing tinha entre seus maiores acionistas a WNT Capital, com 39%, e a Oikos Fundo de Investimentos, com 25% e a Trustee, com 5,64%.
Daniel Vorcaro chegou a ser sócio da Westwing por meio de um fundo da WNT. Procurada pelo InvestNews, a WNT disse que não geria mais fundos do Master desde 2024.
A varejista online de decoração e móveis com curadoria especial chegou à Bolsa em 2021, quando diversas empresas aproveitaram a janela de aberturas. A operação, no entanto, vive momento complexo.
A receita líquida da companhia cai 14,9% de janeiro a setembro, para R$ 105,02 milhões. O prejuízo líquido, porém, recuou 57% nesse período, para R$ 9,51 milhões.
“Como parte de suas atividades de gestão de risco enquanto arranjo de pagamentos regulado, a Mastercard mantém diferentes tipos de garantias de seus participantes, que podem incluir ativos como ações. Essas garantias têm como finalidade exclusiva assegurar o cumprimento de obrigações de pagamento por parte dos emissores em caso de inadimplemento”, disse a Mastercard em comunicado enviado ao InvestNews.