A companhia também prevê abrir 14 novos centros de distribuição fulfillment (da armazenagem ao envio) no país, ampliando de 28 para 42 o total de unidades desse tipo em operação.
Com isso, o Meli reforça sua infraestrutura logística no principal mercado do grupo, em um momento em que a concorrência no comércio eletrônico brasileiro também acelera investimentos para reduzir prazos de entrega e ganhar eficiência.
Segundo o Mercado Livre, os recursos serão destinados à expansão da malha logística, ao fortalecimento da plataforma de marketplace e ao avanço do Mercado Pago.
A empresa também prevê criar 10 mil novos postos de trabalho no Brasil neste ano, elevando o total de funcionários no país para mais de 70 mil até o fim de 2026.
Avanço de rivais
O movimento acontece em meio a uma corrida logística entre as grandes plataformas de e-commerce.
A Shopee vem ampliando sua estrutura de fulfillment no Brasil, com novas operações no Nordeste e um megaprojeto em Guarulhos, enquanto a Amazon tem buscado reforçar sua capilaridade por meio de polos automatizados e parcerias logísticas, como o acordo firmado com a Casas Bahia para acelerar entregas de itens de maior porte.
O anúncio do Meli agora é uma sinalização de que a empresa pretende defender sua liderança com mais escala e mais controle sobre a operação, ainda que isso sigo penalizando as margens.
No quarto trimestre, reportou queda de 14% no lucro líquido na base anual, para US$ 559 milhões. O resultado operacional cresceu e passou de US$ 820 milhões para US$ 889 milhões, mas com margens menores: de 13,5% para 10,1%.
Ao ampliar sua rede de fulfillment, a companhia busca mais capacidade de armazenar e despachar produtos de vendedores parceiros com mais rapidez, algo cada vez mais central na disputa por recorrência e fidelização dos consumidores.
O Brasil segue como o principal mercado do Mercado Livre. O país respondeu por 52,6% da receita total do grupo em 2025, com receita líquida de R$ 84,5 bilhões.