O destaque ficou com os produtos atrelados ao bitcoin (BTC), que concentraram US$ 932,5 milhões – cerca de 77,7% do total.
“Isso provavelmente reflete uma melhora na demanda institucional em um contexto de negociação de bitcoin em seus níveis mais altos desde o início de fevereiro”, escreveu James Butterfill, head de research da CoinShares.
Com esse novo fluxo, o total de ativos sob gestão nesses fundos subiu para US$ 155 bilhões, o nível mais alto em quase três meses.
O movimento ajuda a explicar o desempenho do bitcoin no fim de semana, quando chegou perto dos US$ 80 mil. O fôlego, no entanto, não foi suficiente.
Na manhã desta terça-feira (28), a maior criptomoeda do mercado é negociada na faixa dos US$ 76 mil, com queda de pouco mais de 1%. As principais altcoins também operam em baixa.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, os mercados globais voltaram a apresentar volatilidade, refletindo a combinação de incertezas geopolíticas no Oriente Médio e um dólar mais forte.
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De olho nos juros
Os investidores agora voltam as atenções para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que será divulgada na quarta-feira (29).
Segundo a ferramenta CME FedWatch, 100% do mercado aposta na manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Taxas mais altas tendem a pressionar ativos de risco, como criptomoedas, ao manter elevados os rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.
Bitcoin (BTC): -1,64%, US$ 76.608,62
Ethereum (ETH): -1,48%, US$ 2.285,43
BNB (BNB): -0,78%, US$ 623,11
XRP (XRP): -1,99%, US$ 1,38
Solana (SOL): -1,68%, US$ 83,70
Outros destaques do mercado cripto
B3 dá o start no jogo dos “eventos” cripto. A B3 liberou ontem (27) a negociação de contratos de eventos ligados ao bitcoin, dólar e Ibovespa. Esses instrumentos permitem apostar se o preço de fechamento ficará acima ou abaixo de um nível definido. O lançamento vem poucos dias após o Conselho Monetário Nacional (CMN) barrar mercados preditivos no país – embora, no caso da bolsa, o produto não seja tratado exatamente como esse tipo de aposta.
A importância da segregação de cripto. A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken, para os mais chegados) voltou a bater na tecla da segregação patrimonial nas exchanges – separar os fundos dos clientes daqueles pertencentes à corretora. A mistura entre esses recursos, no passado, esteve por trás da quebra da exchange gringa FTX, em 2022, e ajudou a levar o mercado cripto a uma de suas piores crises.
Gigante do câmbio com stablecoins. Se você já enviou dinheiro para fora, provavelmente já cruzou com a Western Union, uma das gigantes globais de remessas. Agora, a empresa decidiu entrar de vez no mundo cripto: colocará no mercado uma stablecoin de dólar, a USDPT, que vai rodar na Solana a partir do próximo mês. Com cada vez mais gente usando criptomoedas para transferências internacionais, o movimento era esperado.