A litecoin (LTC), criptomoeda lançada em 2011 a partir do código do bitcoin (BTC), sofreu um ataque no fim de semana que afetou mineradores e levou a rede a reverter parte de sua blockchain.

A investida virtual explorou uma vulnerabilidade no código, sobrecarregou parte da rede e atingiu grandes grupos de mineração, responsáveis pela validação das transações.

Ao mesmo tempo, alguns nós (termo usado para identificar computadores conectados ao sistema) aceitaram uma transação inválida.

Na prática, a falha abriu espaço para a retirada indevida de moedas, que foram enviadas a plataformas externas, como exchanges descentralizadas (DEXs). O montante exato não foi informado.

Para corrigir o problema, a litecoin realizou uma reorganização de 13 blocos – uma espécie de “volta no tempo” no registro de transações. Com isso, as operações inválidas foram descartadas e deixaram de fazer parte da blockchain oficial.

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O episódio levantou preocupações sobre segurança. Também reacendeu o debate sobre governança e transparência, especialmente em relação a correções feitas de forma não pública em projetos descentralizados.

Apesar do ataque, a litecoin teve queda limitada. A criptomoeda é negociada a US$ 55,38 na manhã desta segunda-feira (27), com recuo de 1,51% no dia.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

Bitcoin (BTC):  -0,32%, US$ 77.888,62

Ethereum (ETH): -0,33%, US$ 2.322,11

BNB (BNB): -0,72%, US$ 627,70

XRP (XRP): -1,15%, US$ 1,41

Solana (SOL): -1,54%, US$ 85,25

Outros destaques do mercado cripto

A super custodiante de stablecoins. O Morgan Stanley quer ampliar seu espaço no mercado cripto – agora mirando as stablecoins. O banco passou a oferecer um fundo voltado a emissores que precisam guardar suas reservas com segurança e dentro das regras. Na prática, a ideia é se posicionar como a principal instituição para custódia e gestão desses recursos, que lastreiam criptomoedas atreladas a ativos como o dólar.

Sem aposta com cripto no Brasil. Na sexta-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) – órgão responsável por normas da política monetária – proibiu em diferentes frentes os mercados preditivos no Brasil. Ao todo, 27 plataformas foram bloqueadas, entre elas a Polymarket, que permite apostas com criptomoedas. O motivo? Segundo o CMN, esses protocolos violam a lei que regulamenta casas de apostas no país.

Semana de 30h nas exchanges. Um novo projeto de lei em discussão no Senado envolve o setor cripto. Proposto pelo senador Laércio Oliveira (PP/SE), o texto prevê que colaboradores de fintechs, incluindo exchanges cripto, passem a ter jornada de apenas 30 horas semanais, assim como já ocorre com trabalhadores de bancos tradicionais. Segundo o parlamentar, a assimetria regulatória atual cria um tratamento desigual entre profissionais que atuam em setores semelhantes.