O desempenho ficou um pouco acima do consenso de US$ 109,7 bilhões dos analistas e da própria projeção da empresa, de crescimento entre 13% e 16%.
A companhia colhe os frutos de uma série de lançamentos feitos em março, incluindo o MacBook Neo, o iPhone 17e, novos modelos do iPad Air e uma versão renovada do MacBook Pro. O Neo, vendido a US$ 599, é a primeira aposta significativa da Apple no segmento de laptops mais baratos, e está esgotado em diversos varejistas.
Ainda assim, os resultados foram desiguais. A receita ficou abaixo do esperado nas Américas e na Europa, e superou as projeções na China e em outras partes da Ásia. As vendas de iPhone, carro-chefe da empresa, ficaram em linha com a média de Wall Street.
Os números reforçam uma retomada de vendas que já havia batido recordes no trimestre da temporada de fim de ano, com avanço de 16% na receita. Em paralelo ao balanço, a Apple anunciou um programa de recompra de ações de até US$ 100 bilhões e aumento do dividendo.
Novo CEO
O desempenho também sinaliza que o futuro presidente-executivo John Ternus, que assume em setembro o lugar de Tim Cook, herdará base sólida para tocar a companhia. Cook, à frente da Apple há 15 anos, permanecerá na empresa como presidente do conselho.
Os resultados sugerem que a Apple está conseguindo, ao menos por ora, navegar a escassez de chips de memória e outros componentes que vem afetando o setor. A crise tem forçado fabricantes mundo afora a elevar preços e cortar produção.
A Apple não passou imune: a restrição já causou atrasos em computadores como o Mac mini, e a empresa repassou preços em alguns laptops.
Além de lidar com a cadeia de suprimentos, Ternus terá pela frente o desafio de reverter o atraso da Apple em inteligência artificial.
A gigante de tecnologia tem dificuldade para acompanhar suas rivais do Vale do Silício no tema e adiou funcionalidades importantes, incluindo a versão remodelada da assistente Siri.
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