No período, esses fundos negociados em bolsa – os preferidos dos investidores institucionais – acumularam US$ 3,4 bilhões em aportes. Apenas na semana passada, as entradas somaram US$ 622 milhões.
O destaque segue com o IBIT, ETF da gigante BlackRock, que já reúne US$ 65 bilhões em ativos líquidos – cerca de 61% dos US$ 106 bilhões concentrados nos 13 fundos negociados no país.
O fluxo positivo acabou respingando no preço do bitcoin, negociado na faixa dos US$ 81 mil na manhã desta segunda-feira (11). As principais altcoins também operam em alta hoje.
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O peso macro
Dois fatores adicionais também vêm colaborando com o desempenho da maior cripto do mercado. Nos Estados Unidos, foi marcada para quinta-feira (14) a discussão do Clarity Act, projeto que tenta criar regras mais claras para o mercado cripto no país.
Esse movimento foi recebido com otimismo por parte dos investidores.
No campo geopolítico, apesar das rejeições recentes a propostas de paz, as negociações entre Irã e Estados Unidos ainda seguem na mesa, reduzindo parcialmente a aversão global ao risco.
Os analistas, porém, ainda evitam excesso de otimismo. Para André Franco, CEO da Boost Research, o bitcoin segue resiliente, mas o impasse geopolítico ainda tende a favorecer uma postura mais defensiva dos investidores no curto prazo.
“No curto prazo, a faixa provável de oscilação fica entre US$ 79.500 e US$ 82.000, com risco de teste da parte inferior caso o petróleo continue subindo ou o dólar ganhe mais força”, diz.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h00.
Bitcoin (BTC): +0,30%, US$ 81.062,64
Ethereum (ETH): +0,22%, US$ 2.330,43
BNB (BNB): +0,47%, US$ 653,14
XRP (XRP): +1,68%, US$ 1,45
Solana (SOL): +1,37%, US$ 95,14
Outros destaques do mercado cripto
Maio movimentado. Os primeiros dez dias de maio já começaram agitados no mercado cripto brasileiro. Só em stablecoins, os investidores locais movimentaram cerca de R$ 3 bilhões, com destaque para a USDT, a maior “cripto dólar”, que respondeu sozinha por R$ 2,75 bilhões do total. Em bitcoin, o volume negociado foi de R$ 455 milhões, enquanto o ethereum somou R$ 175 milhões.
Apreensão recorde de cripto. O uso de criptomoedas no Brasil segue em ritmo acelerado – só no ano passado, cerca de meio trilhão de reais em ativos digitais foram declarados. Mas os criminosos, claro, também estão aproveitando a onda. Em 2025, as apreensões de criptomoedas feitas pela Polícia Federal chegaram a R$ 71 milhões, seis vezes mais que no ano anterior e o maior valor já registrado pela corporação. Os dados são do jornal Folha de São Paulo.
Não deu boa na Suíça. Uma campanha para incluir o bitcoin nas reservas da Suíça deve fracassar após arrecadar apenas cerca de metade das 100 mil assinaturas necessárias para levar a proposta a referendo popular. A iniciativa queria obrigar o banco central suíço a manter BTC ao lado de ouro e moedas estrangeiras em suas reservas. O BC do país, porém, já havia se posicionado contra a ideia, citando preocupações com a volatilidade e a liquidez do mercado cripto.