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Análise

Morning Call: dólar cai mais de 5% no mês; compra ou vende?

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global: chegamos ao final do mês de abril e observamos fluxo positivo para a tomada de risco nos mercados externos diante de dados econômicos que mostram recuperação e balanços corporativos fortes nos Estados Unidos, na Europa, inclusive no Brasil em alguns setores, bem como o compromisso do Federal Reserve de sustentar a economia mantendo uma política monetária expansionista, com juros baixos, sem medo da inflação, além de pacotes trilionários incentivados pelo Tesouro americano. Neste contexto, os índices globais de ações permanecem perto de máximas históricas. Hoje, a atividade industrial na China, PIB na zona do euro e inflação nos EUA são os destaques da agenda internacional. NY repercute a alta da Amazon (+2,3%) e o tombo do Twitter (-11,5%) no after hours, em um ambiente de grande otimismo com a economia.

Zona do euro: PIB na primeira estimativa cai 0,6% no 1ºTRI ante 4ºTRI de 2020 (consenso era de -0,8%) e recua 1,8% na comparação anual (consenso de -1,9%). A taxa de desemprego cai para 8,1% em março (previsão de 8,3%). Europa: bolsas com tendência de queda, digerindo bateria de dados; índice Stoxx 600 recua 0,11%, aos 483,26 pontos; NY/Pré-Mercado: Dow Jones recua 0,29%, S&P 500 -0,40% e Nasdaq -0,50%; Petróleo tipo Brent para junho cai 1,22%, para US$ 67,62 o barril; Ouro para junho perde 0,11%, para US$ 1.766,35 a onça-troy.

Brasil: também aqui, o noticiário corporativo movimenta a B3, com resultados das empresas brasileiras referente ao primeiro trimestre de 2021 e na agenda dos indicadores, saem o desemprego da Pnad Contínua e o resultado fiscal consolidado do setor público.

Dólar: o forte movimento de queda em abril (-5,16% até 29/04), intensificado nas últimas duas semanas do mês é justificada, em parte, pela formação da Ptax hoje, associado à rolagem das posições dos contratos futuros para junho. O cenário global de alta liquidez, que leva a uma exposição maior aos mercados de risco, como emergentes, contribui para o enfraquecimento da moeda norte-americana, porém é um fluxo que pode não ser sustentável, já que não há mudança significativa nos fundamentos para explicar a valorização cambial nesta intensidade. Os riscos fiscais permanecem inalterados com o Orçamento de 2021 que não convenceu o mercado, apesar da surpresa com o superávit do Governo Central em março, porém não significa uma reversão da tendência dos déficits, que devem volta nos próximos meses, refletindo a perda de força da economia na arrecadação com os lockdowns.

Tendência: no longo prazo, o dólar segue dentro de um movimento lateral desde junho de 2020, entre R$5,80 e R$5,20, porém ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos (linha azul), há um risco de reverter para tendência de baixa. No curto prazo, a tendência de baixa já está formada desde o rompimento para baixo do nível de R$5,50. 

Recomendação: para uma operação de compra no médio prazo, a sugestão é esperar movimentos positivos, não apenas um repique de alta, mas sinais de reversão consistentes. No longo prazo, para diversificação de uma carteira, sugiro manter alocação de 3% a 5% em dólar que pode ser realizada através de contrato futuro ou de fundo cambial passivo.

Indicadores
Brasil
Aneel define bandeira tarifária de maio
FGV: Confiança dos serviços de abril (8h)
IBGE/Pnad Contínua: taxa de desemprego do trimestre até fevereiro (9h)
BC: Setor público consolidado de março (9h30)
Leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) na B3 (14h)
EUA
Balanços de ExxonMobil e Chevron, antes da abertura do mercado
Índice de preços de gastos com consumo (PCE) (9h30)
ISM Chicago: PMI industrial de abril (10h45)
Universidade de Michigan: índice de sentimento do consumidor de abril (11h)
Baker Hughes: poços de petróleo em operação (14h)
Europa
Reino Unido: Balanços de Barclays, antes da abertura do mercado
Zona do euro/Eurostat: Produto Interno Bruto (1ª leitura) do 1TRI; CPI (preliminar) de abril e taxa de desemprego de março (6h)
Zona do euro/Dpto Comércio: renda pessoal em março e gastos com consumo (6h)

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