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Análise

Morning Call: mercados aguardam decisão do FED e balanços corporativos

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Tempo médio de leitura: 5 minutos

Cenário global e bolsa de valores 

Durante o feriado no Brasil, as bolsas em NY voltaram a renovar recordes históricos de fechamento, nesta 3ªF, e isso foi considerado muito positivo, não apenas pelo bom desempenho das bolsas de Wall Street, mas mostra que o Fed preparou muito bem o mercado para o tapering, que deve ser anunciado hoje (15h). A redução da compra dos ativos pode acabar não tendo impactos para o mercado, se não houver surpresa sobre o ritmo gradual.  

As ações europeias atingiram novos picos recordes nesta quarta-feira, com uma recente onda de balanços corporativos positivos e uma recuperação nos preços dos metais compensando perdas no setor de petróleo. As ações globais também se mantinham em níveis recordes antes da conclusão da reunião de política monetária do Federal Reserve, em que o banco central deve anunciar redução de seu estímulo, que foram impostos para combater os efeitos da pandemia na economia. O STOXX 600 começou novembro com máximas recordes consecutivas, conforme investidores deixavam de lado preocupações sobre a aceleração da inflação causada por gargalos na cadeia de abastecimento e escassez de mão de obra, enquanto a temporada de resultados se mostrou muito mais forte do que o esperado.

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão desta 4ªF em baixa com os investidores tendo cautela antes do anúncio do Fed hoje sobre a política monetária dos EUA. O principal índice chinês, o Xangai caiu -0,20 a 3.498,54 pontos, enquanto o Hang Seng recuou -0,30% em Hong Kong, fechando a 25.024,75 pontos. Em Seul, o índice Kospi perdeu -1,25%, a 2.975,71 pontos. Em Tóquio, não houve negócios devido a um feriado nacional japonês.

Futuros: Dow Jones (-0,02%), S&P 500 (-0,02%), Nasdaq (+0,11%); Petróleo: WTI a US$ 82,34 (-1,87%); Ouro: -0,36%, a US$ 1.782,80 a onça-troy na Comex; Treasuries: T-note de 10 anos em alta a 1,52620 (de 1,55150); Londres (-0,28%) a 7.254.10; Frankfurt (-0,06%) a 15.945,69; Paris (+0,04%) a 6.929,98; Madrid (-0,76%) a 9.037,30.

Cenário no Brasil 

Apesar de ser esperado um Tapering gradual e sem grandes impactos para as economias globais neste curto prazo, mas pega o Brasil em meio ao cenário de deterioração fiscal, câmbio depreciado, inflação e juros elevados e baixo crescimento, que impôs novas perdas aos ADRs brasileiros no feriado. Mais dois eventos são importantes hoje: a ata do Copom (7h), além da tentativa de votação da PEC dos precatórios na Câmara, que não teria os 308 votos necessários. 

Além disso, o mercado nacional vai avaliar a ata da última reunião do Banco Central nesta quarta-feira enquanto aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve, bem como uma série de balanços corporativos. A ata do Copom mostrou que o BC avaliou acelerar a alta da Selic para além do ajuste de 1,5 ponto percentual que adotou, mas chegou à conclusão de que, com o ritmo adotado, mas considerando uma taxa terminal distinta, é possível levar a inflação à meta em 2022. A agenda tem ainda resultados do banco PAN pela manhã, com os números de Cielo, CSN, GPA, Rede D’Or, Itaú, Ultrapar, Unidas e XP esperados para o fim do dia.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta o primeiro pregão de novembro, reflexo de ajustes de posições, após acumular queda nos últimos quatro meses, com Banco Inter capitaneando as altas após detalhamento do IPO do rival Nubank nos Estados Unidos. O IBOV subiu 1,98%, a 105.550,86 pontos, com volume financeiro de R$ 28 bilhões. O IBOV entrou em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após operar abaixo da média móvel curta (21 períodos) e romper o fundo formado no dia 20 de setembro aos 107.500 pontos. Qualquer movimento positivo neste momento será considerado um repique de alta, dentro da tendência principal de baixa, portanto sendo necessário mais tempo e mais confirmações para reverter esta tendência.

Indicadores econômicos e eventos
Brasil: Balanços de Banco Pan, antes da abertura, e de CSN, CSN Mineração, GPA, Itaú, PetroRio, Unidas e XP, após o fechamento do mercado
Câmara vota a PEC dos Precatórios
Reino Unido: Reunião de líderes na COP26
Fipe: IPC de outubro
Reino Unido/IHS Markit/CIPS: PMI composto final de outubro (6h30) – ver nota
BC: Ata do Copom (7h)
Zona do euro/Eurostat: taxa de desemprego em setembro (7h)
Diretora de Assuntos Internacionais do BC, Fernanda Guardado, participa de painel na COP26 (7h15)
FGV: IPC-S semanal (8h)
EUA/ADP: relatório sobre criação de empregos no setor privado em outubro (9h15)
EUA/IHS Markit: PMI composto final de outubro (10h45)
Roberto Campos Neto profere palestra remota na COP26 (11h)
EUA/ISM: índice de atividade do setor de serviços em outubro (11h)
EUA/Deptº do Comércio: Encomendas à indústria em setembro (11h)
EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 29/10 (11h30)
Fernanda Guardado participa de evento na COP26 (12h55)
Secex: balança comercial de outubro prevê superávit de US$ 2,40 bilhões (15h)
EUA/Fed divulga decisão de política monetária (15h)
EUA: Presidente do Fed, Jerome Powell, concede coletiva de imprensa após decisão de política monetária (15h30)
Japão/IHS Markit/Jibun Bank: PMI composto final de outubro (21h30)

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