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Análise

Resumo dos Analistas: Ásia puxa bolsas globais; risco fiscal; Banco Inter

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje, os destaques de ontem e uma breve análise do índice Bovespa.

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Destaques (José Falcão Castro):

  • Após o primeiro turno das eleições municipais no Brasil, esta semana será importante para sinalizar a retomada de pautas econômicas no Congresso, que estavam paradas para não prejudicar os aliados do governo e dos demais partidos em relação a temas antipopulares;
  • O mercado voltará a cobrar avanços nas reformas para melhorar as perspectivas das contas públicas ou o quadro de deterioração fiscal ficará mais grave, conforme sinalizado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em declarações fortes na semana passada;
  • O Parlamento tem pouco tempo até o final do ano e pendências importantes: definir o Orçamento para 2021, aprovar a PEC Emergencial e o Pacto Federativo; e dentre as reformas, administrativa e tributária vão ficar para 2021;
  • Apesar da manchete do The New York Times: “Trump nega resultado da eleição, e tensão aumenta”; os índices futuros de NY e as bolsas europeias abrem a semana em alta após indicadores de recuperação da China e do Japão superarem a expectativa;
  • Na China, a produção industrial de outubro subiu 6,9% na base anual (6,5% na projeção); no Japão, o PIB do terceiro trimestre avançou 5% na comparação mensal e obteve o maior ritmo de expansão em 40 anos;
  • Em NY, Dow Jones futuro sobe 0,90% e Nasdaq (+0,52%); na Europa, Frankfurt avança 0,50%, Londres (+0,75%) e Paris (+1,12%);
  • Mais cedo, as bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada, além dos indicadores de China e Japão, 15 países regionais formaram um novo bloco econômico e fecharam acordo para reduzir tarifas gradualmente; Xangai (+1,11%), Nikkei (+2,05%), Hong Kong (+0,86%) e Seul (+1,97%).
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Análise Gráfica – IBOV (José Falcão Castro):

  • Após seis pregões consecutivos de alta, o índice Bovespa foi vencido pela forte resistência dos 105.700 pontos, porém em um movimento normal de correção após a forte alta dos seis primeiros pregões do mês;  
  • No curto prazo, o IBOV continua em tendência de alta, porém precisa ganhar fôlego para romper a máxima do dia 29 de julho (105.700) e começar a consolidar uma possível tendência de alta no longo prazo, seguindo rumo aos 109.000;
  • Suporte: 102.000 (mínima do dia 2 de novembro);
  • Resistência: 105.700 (máxima do dia 29 de julho)

Cenário global e bolsa brasileira na semana passada (Murilo Breder):

  • O auxílio emergencial de 600 reais não só devolveu como aumentou o poder de compra do brasileiro. A consequência foi uma recuperação em “V”, como podemos ver pelos dados do IBC-BR de setembro;
  • Considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IBC-Br de setembro cresceu 1,29% em setembro na comparação com agosto. Acima da mediana das projeções dos economistas, que apontava para um avanço de 1,00% no dado. Foi a quinta alta consecutiva;
  • A dúvida agora é o que vai acontecer com essa mesma recuperação após a queda do auxílio para 300 reais, e posteriormente para zero. Se o impacto for grande, a pressão por mais estímulos aumentará certamente;

    Deixando a incerteza do futuro de lado por um breve momento, o desempenho da economia e os bons resultados das empresas mostram que, apesar dos sustos da pandemia, as empresas estão mostrando uma resiliência elevada e conseguem continuar operando e produzindo apesar dos novos desafios;
  • Além do IBC-Br, os investidores também repercutem a fala de Paulo Guedes. O ministro afirmou que não haverá populismo na definição do programa social a substituir o auxílio emergencial, comprometendo-se a trazer de volta ao centro do debate as reformas fiscais;
  • O discurso tranquilizou o mercado depois das falas do dia anterior, quando Guedes não descartou uma prorrogação do estado de calamidade e do auxílio emergencial para 2021 em caso de segunda onda da pandemia;
  • Dessa forma, o Ibovespa encerrou a sexta-feira 13 com uma alta de 2,2%. A semana também foi positiva: +3,8%.

Cenário corporativo:

  • Em meio aos muitos resultados trimestrais, o grande destaque foi o Inter (BIDI4, 11,7%);
  • Maior alta de todo o IBrX-100, índice com as 100 maiores ações da Bolsa, o banco surpreendeu não apenas por atingir 7,2 milhões de correntistas no 3T20 (crescimento de 120% em relação ao 3T19), mas também com um expressivo crescimento de 45% nas receitas líquidas totais, também na comparação anual;
  • Porém, mais do que simplesmente crescer a receita total, o banco mostrou um crescimento muito expressivo de 128% na receita de serviços, na contramão dos grandes bancos. As receitas foram impulsionadas principalmente pelo Shopping (marketplace do Banco), apresentando um crescimento exponencial 257% na comparação trimestral. Os números indicam que o varejo vem se tornando uma nova avenida de crescimento para o Inter.
Indicadores
Brasil:
Boletim Focus 
Balança Comercial Semanal 
IGP-10 (novembro) (FGV)
IPC-S Q2 (FGV)
Balanço: Azul, 3R Petroleum (antes da abertura); Gafisa, Qualicorp, Triunfo Participações, CVC, Dimed, NotreDame Intermédica (após o fechamento) 
EUA:
Índice Empire State de atividade industrial (Fed de NY)
Europa:
Reunião do G20
Ásia:
China:Taxa de Desemprego / Produção Industrial / Vendas no Varejo
Japão: PIB / Produção Industrial 

* Esse é um conteúdo de análise de um especialista de investimentos da Easynvest, sem cunho jornalístico. 

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