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A importância da diversificação e de evitar perdas

Estudo da Black Rock compara a rentabilidade do S&P 500 e de uma carteira com diferentes classes de ativos por duas décadas.

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Segundo estudo feito pela Black Rock, a maior gestora de recursos do mundo, foi comparada a rentabilidade do S&P 500 e de uma carteira diversificada em várias classes de ativos ao longo de duas décadas. A composição da carteira, era: 40% em ações listadas nos EUA; 10% em ações internacionais, 5% em small caps, 5% em ações de mercados emergentes; 30% em títulos americanos e 10% em títulos de alto rendimento.  

Entre 2000 até 2002, o índice americano teve um retorno negativo maior do que a carteira de investimentos. De 2003 até 2007, ambos os investimentos tiveram alta. Em 2008, o índice americano voltou a registrar uma queda maior que a carteira diversificada. Já entre 2009 até 2019, o S&P registrou uma alta expressiva desbancando o investimento em ativos diversificados.

Ilustração de um portfólio diversificado

Em duas décadas, o S&P 500 teve um retorno de 268,7%. Já a carteira diversificada, de 275,3%. Logo, quem tivesse investido cem dólares desde o começo, teria transformado esse valor em 368 dólares caso tivesse colocado a quantia no S&P, ou então de pouco mais de 375 dólares na carteira diversificada. O que aponta para como a diversificação funciona mesmo quando parece que se está perdendo dinheiro. Isso porque ao investir não apenas nas 500 maiores empresas americanas, mas sim, em títulos do tesouro, em empresas de crescimento, em pagadoras de dividendos ou em mercados internacionais, acaba por diluir as quedas bruscas e assim garantir um maior equilíbrio.

Já em um segundo estudo da Black Rock, foi comparado o investimento em fundos de ações e ETFs ao investimento de ações individuais. No primeiro caso existe o trabalho de uma gestão profissional, e no outro, o investidor escolhe ação por ação.

Nos fundos geridos por profissionais, 99,8% dos investidores ganharam dinheiro, enquanto 0,2% perderam. Já nas ações individuais (listadas na NYSE e Nasdaq), 34% dos investidores perderam dinheiro e 66% ganharam. Com esse dado, o levantamento compara escolher uma boa ação com bons fundamentos e em movimento de alta com um bilhete da loteria.  

O risco das quedas na bolsa

Ao investir em ações, muitos não consideram que o retorno das quedas precisa ser maior do que o percentual registrado na baixa. Por exemplo: um papel de uma companhia que antes era negociada por R$1, caso ele caia pela metade (50%), passa a valer R$ 0,50. Porém, para que esse novo valor retorne ao patamar de R$ 1, ele precisa crescer 100%.

De igual forma, maiores quedas precisam de altas ainda mais expressivas para recuperar seu valor inicial. Veja arte abaixo:

Ilustração com gráfico sobre o retorno necessário quando as ações caem

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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