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Finanças

BRF e Marfrig: é hora de investir em frigoríficos?

Como duas gigantes do setor de frigoríficos reagiram aos desafios que surgiram em 2020?

Enquanto a maior exportadora de frango do mundo chegou a ter os seus embarques suspensos, a maior produtora de hambúrgueres do mundo viu suas exportações decolarem especialmente na pandemia.

Fatores como câmbio, paralisação de exportações, aumento no valor do milho e na arroba do boi, peste suína africana, recuo no consumo doméstico e os desafios com as paralisações fizeram de 2020 uma montanha russa para a BRF e a Marfrig.

A Brasil Foods, dona de marcas importantes como Sadia, Qualy e Perdigão, teve um crescimento de 18% em sua receita no terceiro trimestre, porém, seu lucro caiu 51%. Com operações no Brasil, Oriente Médio, Ásia, África e nas Américas, é considerada a maior exportadora de frangos do mundo.

Os custos mais altos de grãos e despesas em dólares foram as principais causas da queda em sua lucratividade se comparado com o terceiro trimestre de 2019. Apesar disso, a companhia vem mantendo uma trajetória importante de redução no seu alto endividamento.

Para manter essa trajetória, a BRF tem como estratégia uma série de medidas, como a ampliação em sua capacidade de armazenamento, o aumento de insumos alternativos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

O mercado doméstico foi quem liderou os resultados da BRF neste terceiro trimestre, já que mais da metade de suas vendas foram provenientes do Brasil. Os executivos da companhia sinalizaram que o auxílio emergencial foi o motor deste bom desempenho, já que aumentou a demanda por alimentos, o que consequentemente elevou seus preços, compensando o efeito negativo dos custos mais altos com grãos. O milho, ração usada pela companhia para o cultivo de aves, tem um grande impacto no resultado da empresa. O preço da saca de milho aumentou de R$ 48 para R$ 80 em apenas um ano.

Agora, com o final de ano chegando, a companhia espera que suas vendas aumentem consideravelmente com o consumo de produtos natalinos nos lares. Há um clima de otimismo, apesar de a pandemia ainda não ter sinalizado o seu fim.

No caso da Marfrig, a segunda maior exportadora de carne bovina e a maior produtora de hambúrgueres do mundo, 2020 vem sendo um ano excepcional. Com operações no Chile, Argentina, Brasil, Uruguai e Estados Unidos, seu lucro cresceu quase sete vezes no terceiro trimestre, impulsionado pelas exportações. Os R$ 674 milhões de lucro líquido do trimestre é mais que o triplo de todo o lucro de 2019.

Este resultado se deve a uma combinação de fatores. A alta de exportações para mercados como China, Hong Kong e Estados Unidos é um deles. A desvalorização do real frente ao dólar é outro. Além disso, algumas decisões estratégicas foram tomadas mesmo antes da pandemia, o que agrega no resultado obtido neste último trimestre.

Em busca de diversificar a sua fonte de renda, já que 65% da receita da empresa vem por parte dos chineses, a Marfrig assumiu as operações da Quick Food, da BRF, na Argentina, além de comprar a americana National Beef. Essa última é responsável por abastecer mercados sofisticados no Japão e na Europa.

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