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Cafeína

Quais ações se beneficiam com a inflação nas alturas?

No Cafeína de hoje, Samy e Dony mostram os setores que conseguem surfar na alta da inflação.

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Não é novidade que o aumento da inflação tem estado no centro de discussões no mercado financeiro, o que claro, acendeu um alerta entre os investidores brasileiros. Com retornos cada vez menores nas aplicações mais conservadoras, muitos estão no rali para evitar que a alta dos preços corroa os seus rendimentos.

Muitos investimentos não estão conseguindo superar os mais de 10% que o IPCA vem acumulando de alta nos últimos 12 meses. Inclusive, o relatório Focus, do Banco Central, já fez mais de 20 estimativas revisando pra cima o indicador que mede a inflação. E claro que, diante deste cenário, o Banco Central segue subindo a taxa de juros  como uma forma de tentar conter o aumento da inflação.

Diante deste cenário, algumas empresas conseguem se beneficiar. Segundo o analista do Nu Invest, Eduardo Perez, as empresas que se “beneficiam” da inflação são aquelas que conseguem fazer o repasse da alta dos preços sofrendo menor impacto na demanda. Na maioria dos casos essas são empresas cujos serviços são considerados essenciais. Um exemplo é o setor de energia, saneamento e varejo de alimentos. Sendo assim, com a inflação nas alturas, quem mais se prejudica é justamente as classes de menor poder aquisitivo.

E neste cenário, três grupos de ações se destacam. 1º: de empresas com contratos indexados à inflação. 2º: de companhias com alto poder de repassar essa alta da inflação no mercado interno. E 3º: de empresas ligadas a exportação.

No primeiro grupo, setores regulamentados, como por exemplo, serviços públicos e estradas com pedágio (as concessionárias), shopping centers e algumas outras empresas que são naturalmente protegidas por hedge contra a inflação são boas apostas. Neste grupo, também estão empresas de pagamento, bolsas, e alguns varejistas.

E entre esses setores, as principais opções de analistas, são: a geradora de energia renovável Omega, a elétrica Neoenergia, Taesa, AES Brasil, a operadora de rodovias Ecorodovias e CCR, a operadora portuária Santos Brasil, as varejistas de alimentos Pão de Açúcar e Carrefour, a empresa de pagamentos Stone (listada na Nasdaq) e a operada da Bolsa brasileira B3 .

O segundo grupo de ações, que são as de empresas que conseguem repassar a alta dos preços, tem como destaques a BRF e a Alpargatas.  Para quem não sabe, a BRF é detentora da marca Sadia. O que por si só já mostra o potencial da companhia, e como ela está exposta a inflação dos preços que atinge seus produtos oferecidos nos supermercados. Já a Alpargatas é detentora da marca Havaianas, que detém a maior parte do mercado de chinelos. 

Já no terceiro grupo, que contém as empresas exportadoras, as principais alternativas são as ações de Vale, Usiminas, Suzano, PetroRio, JBS e, mais uma vez, a BRF.

As ações de empresas exportadoras, como a Suzano, Petrobras e Vale têm uma boa parte da receita em dólar, o que protege do aumento dos preços no Brasil. Dessa forma, estas companhias estão menos expostas à inflação do real — que historicamente é mais alta do que a da moeda norte-americana.

Já entre as empresas de energia elétrica a Taesa se destaca, já que é uma das ações que mais protegem o investidor em um período de alta inflação no Brasil. Isso porque os contratos da companhia são reajustados pelo IGP-M, o índice que calcula a inflação. 

Além disso, a receita da Taesa não está ligada à quantidade de energia transmitida, mas sim, na disponibilidade das linhas de transmissão. Dessa forma, a companhia adquire concessões para operar em determinados trechos que duram décadas, com um rendimento sempre acima da inflação. Além disso, a companhia é considerada por muitos como uma empresa segura e com menos volatilidade. Além de pagar bons dividendos.

Empresas prejudicadas

As empresas mais prejudicadas pela alta da inflação são aquelas que oferecem bens ou serviços não essenciais. Elas são afetadas justamente por sobrar menos salário dos consumidores no fim do mês pela alta de setores essenciais, como: energia elétrica e alimentação. Sendo assim, varejo de roupas e turismo são setores que acabam sendo fortemente prejudicados.

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