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Como lidar com os riscos que surgem nos negócios?

Período da pandemia da covid-19 mostrou que os empresários são vulneráveis.

Homem negro

Foi necessária uma pandemia global para corrigir a antiga figura invulnerável do empresário, que assumia o risco sobre diversos fatores que não podia prever ou controlar. Pandemias são raras, mas não é incomum ver situações em que donos de empresas assumem as consequência das falhas de terceiros ou eventos imprevisíveis.

Além disso, em um mercado livre, toda empresa (exceto as ligadas ao estado) tem a pele em jogo e nenhuma garantia de vitória, correndo o risco de ser substituída a qualquer tempo. Mesmo não tendo controle sobre todos os meios, os empresários têm responsabilidades sobre todos os fins.

Suavizar riscos é importante, mas cada empresário sabe que é preciso avaliar o custo desta “mitigação”. Ter uma reserva de emergência, por exemplo, é altamente recomendado, mas o custo de oportunidade do dinheiro parado pode roubar o timing da empresa expandir e gerar ainda mais empregos. E nem sempre há “gordura” para tal, principalmente em tempos de margens apertadas. O empresário tem clareza de que é preciso tomar as decisões conhecendo não apenas os limites do que é possível controlar, mas do que vale a pena mitigar.

Consequência da pandemia ou não, os lojistas de shoppings centers ainda se encontram fragilizados – e o cobertor fica ainda mais curto. Quando aliviam de um lado, os custos apertam do outro. E, em cenários menos prováveis, mas ainda assim não incomuns, todos os custos apertam ao mesmo tempo – e a demanda não ajuda. Segundo o Censo divulgado pela Associação Brasileira de Shoppings Centers, no ano passado, o fluxo mensal de visitantes foi de 443 milhões, inferior ao período pré-pandemia, quando foram registrados 502 milhões em 2019.

Em contrapartida, o custo dos aluguéis no mesmo período chegou a apresentar aumentos de até 20%. Custos com folha de pagamento e custos de mercadorias vendidas também tiveram aumentos significativos no período. Talvez isso explique a rotatividade elevada de marcas nos Shoppings Centers. A abertura de novas operações pode dar ares de economia pujante, mas é preciso uma análise aprofundada, pois muitas vezes é só o “shelf life” das empresas que diminuiu – o que significa, pelo contrário, uma economia instável e negócios fragilizados. De qualquer modo, esperamos que 2023 seja mais generoso com os varejistas.

As informações desta coluna são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação. 

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