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Por que Terra (LUNA) derreteu mais de 90% e ameaça outras criptomoedas?

Token que funciona com lastro em dólar viu seu valor despencar e desencadeou uma reação em cadeia no mercado; entenda.

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Terra LUNA
Reprodução/Twitter

A criptomoeda Luna, nativa da rede blockchain Terra, viu seu valor quase evaporar nos últimos dias, chegando a desvalorizar 97%, o que gerou uma reação negativa no mercado de criptoativos. O movimento afetou, inclusive, a cotação do bitcoin (BTC), que caiu para abaixo de US$ 30, e até ativos negociados na bolsa de valores.

Após chegar a ser negociada em cerca de US$ 100, ficando entre os principais criptoativos no ano passado, a Luna chegou a atingir seu menor valor, na casa de US$ 0,02. O ativo teve sua negociação suspensa na tarde desta quinta-feira (11), após a forte queda.

Mas qual foi a origem da crise que acendeu um alerta vermelho no mercado cripto?

Entenda a queda do Terra (UST) e da Luna

Tudo começou com a forte queda do Terra USD (UST), uma stablecoin pertencente ao mesmo projeto do Luna. Esta criptomoeda é lastreada em dólares, assim como a tether (USDT) e a USD Coin (USDC). Funciona assim: para cada stablecoin circulando, há US$ 1 correspondente.

O fato é que o TerraUSD (UST) foi projetado para manter sua paridade com o dólar por meio de um sistema baseado em algoritmos. Por meio dele, ele pode ser trocado por Luna, e vice-versa, para manter seu valor estável.

Ou seja, toda vez que é emitida uma nova unidade de UST, sai de circulação US# 1 em Luna. Os responsáveis por isso são agentes que compram e vendem esses ativos no mercado, os chamados market makers. Eles ganham dinheiro para manter a paridade da UST com o dólar.

Quando a UST caiu nos últimos dias, seus apoiadores aumentaram a oferta de moedas Luna em circulação, como uma tentativa até agora mal sucedida de trazer a stablecoin de volta ao valor de US$ 1. O enorme aumento na oferta fez com que o preço da Luna caísse muito.

Efeito ‘cascata’ na bolsa de valores

A turbulência dos ativos digitais está “varrendo” ativos negociados em bolsa, uma vez que o problemático token Luna passou pelo que pode ser a maior derrocada de um ativo negociado em bolsa (ETP, ou Exchange Traded Products) de todos os tempos.

O 21Shares Terra ETP (LUNA SW) caiu 99% para 0,01 francos suíços na quinta-feira (12), tendo fechado em 22,29 francos suíços em 6 de maio, provocando um colapso no preço da Luna. O VanEck Terra ETN (VLNA GR) caiu em magnitude semelhante.

Embora seja difícil rastrear declínios de um dia para todos os ETPs, já que muitos acabam sendo excluídos, esse parece ter sido o pior dia para um produto desse tipo, de acordo com a Bloomberg Intelligence.

Nos últimos anos, a implosão do Velocity Shares Daily Inverse VIX Short-Term ETN (XIV) na turbulência “Volmageddon”, de 2018, é um dos poucos eventos a chegar perto. Esse produto foi liquidado depois de cair 93% em uma única sessão, alimentando a turbulência generalizada do mercado.

Crash da Luna tem salvação?

Ao InvestNews, analistas consultados não se mostraram otimistas com o futuro do criptoativo. Eduardo Andrade, analista de negócios da MezaPro, explicou que o mês de maio deve ficar marcado pelo fim da rede LUNA, assunto que reacendeu o debate sobre a regulamentação. “Em uma situação estável, o sistema parecia funcionar, mas diante da queda abrupta no início da semana, o sistema praticamente colapsou”, apontou.

O motivo da queda, segundo Felipe Medeiros, analista e sócio da Quantzed Criptos, é o maior ataque coordenado da história do mercado. “Alguns players começaram a vender centenas de milhões de dólares do stablecoin, que, sempre que é vendido, força a venda do token LUNA, por causa do mecanismo de arbitragem do stablecoin. Isso causou uma ‘espiral da morte’ com cascatas de liquidações e pânico”, disse.

Em 2021, a Luna acumulou valorização de 13.842%, chegando a ser cotada acima de US$ 100, entre os quatro principais criptoativos do mercado.

Fechamento de capital

A oferta circulante total de LUNA, criptomoeda da blockchain Terra, subiu para 1,46 bilhão de tokens de 377 milhões na véspera, mostram dados do pesquisador Messari.

A Luna, que rastreia o 21Shares, agora enfrenta a perspectiva de fechamento de capital, disse Hany Rashwan, diretor executivo da 21shares AG, em uma mensagem no Telegram por meio de um porta-voz.

“Como o LUNA experimenta preços baixos e alta volatilidade, é provável que os spreads cambiais continuem a aumentar, o que pode levar à deslistagem por parte das bolsas”, disse ele.

*Com informações da Bloomberg

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