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Bitcoin cai abaixo de US$ 27 mil, menor valor desde 2020; entenda os motivos

Segundo especialistas, fatores além do cenário macroeconômico têm impactado mais fortemente a queda da criptomoeda.

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Tempo médio de leitura: 5 minutos

Representação de Bitcoin
Representação de Bitcoin REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

O bitcoin (BTC) vem perdendo ganhos no mês de maio e chegou a cair para menos de US$ 27 mil na madrugada desta quinta-feira (12). Segundo especialistas, alguns fatores têm impactado mais fortemente a queda do preço da criptomoeda, além do cenário macroeconômico.

Por volta das 2h50, a criptomoeda era cotada a US$ 26.915, o menor patamar desde dezembro 2020. De acordo com Felipe Medeiros, analista e sócio da Quantzed Criptos, o bitcoin perdeu, por algumas horas, os US$ 28 mil, mas recuperou uma região importante de suporte, com grande volume.

“Nos próximos dias, vai ser importante manter esses níveis de preço, mas qualquer notícia negativa para o macro pode trazer ainda mais volatilidade e derrubar o bitcoin para a casa dos US$ 22 mil”, avalia Medeiros.

Confira os principais motivos por trás da queda da criptomoeda.

Percepção de juros mais elevados

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevou, no último dia 4, a taxa de juros do país em 0,5 ponto percentual. Com isso, a taxa básica norte-americana passou para uma faixa entre 0,75% e 1% ao ano.

O Fed afirmou estar preparado para ajuste da política monetária, caso surjam riscos que possam impedir o alcance das metas do Comitê. A decisão acontece na tentativa de contenção da inflação nos Estados Unidos, que já está no maior nível em mais de 40 anos.

Após o comunicado, o mercado reforçou a aposta em uma nova alta dos juros no país de 0,5 ponto percentual na reunião de junho.

Em meio a este cenário, investidores passam a buscar por ativos de maior segurança na renda fixa americana, em especial os títulos públicos. E, assim, os investimentos considerados de maior risco, como, por exemplo, as criptomoedas, são liquidados, impactando na cotação do ativo.

“Nestes momentos, acontece um movimento de ajuste de ativos mais voláteis a uma percepção de juros mais elevados e liquidez mais estrita. Com isso, ativos mais dependentes da manutenção das condições anteriores tendem a mostrar as maiores desvalorizações”, analisa a Levante Investimentos.

Liquidez

Analistas da Levante Investimentos explicam que no ambiente de criptoativos, mercado que funciona continuamente com ativos bastante negociados e, consequentemente, líquidos, é muito mais simples montar e desmontar estratégias tanto de alta quanto de baixa, pois as movimentações podem ser bastante rápidas.

“As criptomoedas são ativos de risco, ou seja, seus preços tendem a amplificar as alterações de humor dos investidores. Em momentos de otimismo, quando a maioria das cotações sobe, esses ativos costumam registrar as maiores altas. Em momentos de pessimismo, ocorre um movimento inverso”, afirma a casa de análise.

Caso Terra (LUNA) 

De acordo com Eduardo Andrade, analista de negócios da MezaPro, outro fator agravante da queda acentuada do bitcoin nos últimos dias foi o recuo da stablecoin da blockchain Terra, que perdeu sua paridade com o dólar e, como consequência, o token nativo da rede Terra, LUNA, foi a criptomoeda que mais sofreu.

Medeiros explica que esse mês ficará marcado pelo fim da rede LUNA, com a criptomoeda, que chegou a ser a top 4 no mercado, cair de US$ 110 dólares para mínimas de US$ 0,02.  

“O motivo é o maior ataque coordenado da história do mercado. Alguns players começaram a vender centenas de milhões de dólares do stablecoin, que, sempre que é vendido, força a venda do token LUNA, por causa do mecanismo de arbitragem do stablecoin. Isso causou uma ‘espiral da morte’ com cascatas de liquidações e pânico”, diz o analista e sócio da Quantzed Criptos.

Para Andrade, o caso da stablecoin TerraUSD (UST) reacendeu o debate sobre a regulamentação das stablecoins.

“Diferente de outras grandes stablecoins, a TerraUSD (UST) não é lastreada em uma moeda fiduciária armazenada em um banco ou algum equivalente. Ela é uma stablecoin algorítmica, na qual o código mantém o lastro em dólar, ou seja, quando um trader quer emitir mais UST é preciso ‘queimar’ LUNA, o outro token nativo da Terra. Em uma situação estável, o sistema parecia funcionar, mas diante da queda abrupta no início da semana, o sistema praticamente colapsou”, aponta o analista de negócios da MezaPro.

Andrade explica ainda que a forte turbulência da stablecoin UST e o recuo das demais criptomoedas também atingiram o mercado brasileiro. Segundo ele, quando o bitcoin caiu para US$ 30 mil na segunda-feira (09), as corretoras brasileiras registraram o maior volume de negociação do criptoativo em 2022.

“Na terça-feira, o volume de negociações de bitcoin chegou a R$ 279,9 milhões, aumento de 149% nas negociações na comparação com o dia anterior. O alto volume é justificado pela forte queda, pois muitos investidores pequenos acabam se desesperando e correm para as corretoras vender suas posições temendo uma queda ainda maior nos preços. Por isso, um sinal de mercado de baixa é a volta das criptomoedas às exchanges para sua liquidação no mercado”, diz o analista de negócios da MezaPro.

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