Siga nossas redes

Economia

Indústria brasileira fica estagnada em junho e termina 2º tri com perdas de 2,5%

Em maio, a produção industrial havia subido 1,4%, depois de queda de 1,5% em abril.

Publicado

em

por

Reuters
Fábrica de alumínio em Pindamonhangaba, SP 19/06/2015 REUTERS/Paulo Whitaker

A indústria brasileira ficou estagnada em junho diante ainda dos efeitos da pandemia sobre o processo de produção e na economia, permanecendo no patamar pré-crise mas fechando o segundo trimestre com fortes perdas.

Em maio, a produção industrial havia subido 1,4%, depois de queda de 1,5% em abril, encerrando o segundo trimestre com queda de 2,5% sobre os três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, a indústria havia registrado perda de 0,4% sobre o final de 2020.

Em relação a junho de 2020, foi registrado avanço de 12,0% na produção. Os resultados ficaram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters de estabilidade no mês e avanço de 11,8% na base anual.

O setor industrial enfrentou neste ano o recrudescimento da pandemia, com isolamento social, em cenário de desemprego e inflação altos.

“A história de 2021 tem a ver com o recrudescimento da pandemia, com mais isolamento e restrições. Mesmo com vacinação e flexibilização, ainda há um desarranjo produtivo, desabastecimento de alguns insumos e ainda temos um mercado de trabalho com desemprego alto, uma renda disponível comprometida e inflação mais alta. Isso tudo afeta o desempenho da indústria”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

“Pelo lado da demanda, ou seja, observando a economia como um todo, há também uma taxa de desocupação alta, o que traz uma consequência para a massa de salários. São fatores que não são recentes, mas ajudam a explicar esse comportamento da produção industrial”, completou.

Apesar da estabilidade, em junho três das quatro grandes categorias econômicas e a 14 das 26 atividades na pesquisa sofreram queda na produção.

O principal impacto negativo no mês foi exercido por veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de -3,8%, voltando a recuar após resultados positivos em abril (1,6%) e maio (0,3%).

“Essa atividade foi muito atingida pelos efeitos da pandemia, na medida em que várias montadoras estão fazendo paralisações de seus parques produtivos. Isso explica não só o resultado negativo de junho, mas o movimento de perda mais importante que essa atividade vem mostrando nesse início de 2021”, disse Macedo.

Também pesou o recuo de 5,3% na produção de celulose, papel e produtos de papel, terceiro mês seguido de perdas. Já a produção de produtos alimentícios caiu 1,3% em junho sobre maio, possivelmente devido ao clima mais seco, segundo o IBGE.

Em relação às grandes categorias econômicas, somente a de Bens de Capital apresentou aumento da produção em junho, de 1,4%. A fabricação de Bens Intermediários recuou 0,6%, enquanto a de Bens de Consumo Duráveis caiu 0,6% e a de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis perdeu 1,3%.

“O desafio da indústria para uma retomada passa pela normalização dos efeitos da pandemia, mas também por uma demanda doméstica, mais gente trabalhando, controle de preços, mais exportação dos nossos produtos. A situação da indústria não tem só a pandemia, mas tem a questão da demanda doméstica que precisa ser considerado”, disse Macedo.

Veja também

  • BlackRock: onde a maior gestora de investimentos está de olho no 2º semestre?
  • Reforma tributária de volta ao debate: economistas comentam 3 pontos polêmicos
  • Copom deve elevar Selic para 5,25% ao ano nesta quarta-feira
  • CVM cria área para avaliar reclamações por perdas na bolsa
  • Como investir em ações: guia para começar a investir na bolsa
  • O que é BDR e como funciona esse investimento?

Ganhe dinheiro com as variações cambiais enquanto seu patrimônio fica protegido. Invista em Dólar!

Anúncio Patrocinado Invista em Ações com TAXA ZERO de corretagem! Invista em Ações com TAXA ZERO de corretagem!

O InvestNews é um canal de conteúdo multiplataforma que oferece a cobertura diária de notícias e análises sobre economia, investimentos, finanças, mercado financeiro, educação financeira, projeções, política monetária e econômica. Tudo o que mexe com o seu dinheiro você encontra aqui, com uma linguagem simples e descomplicada sobre o mundo da economia e dos investimentos.