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Economia

Setor público tem primeiro superávit primário em nove meses, de R$ 2,953 bi

Em outubro, a dívida pública bruta foi a 90,7% do PIB, sobre 90,5% em setembro, renovando assim um recorde histórico.

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Reuters
Sede do Banco Central em Brasília. REUTERS/Adriano Machado.

O setor público brasileiro registrou em outubro o primeiro superávit primário desde janeiro, de R$ 2,953 bilhões, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30), em resultado melhor do que o esperado por analistas.

Leia mais: Dívida pública: entenda como ela cresceu na pandemia e por que isso preocupa

O resultado nominal, contudo, que computa também as despesas com juros, seguiu deficitário e, no acumulado em 12 meses até outubro, superou a marca de R$ 1 trilhão.

No mês, o governo central (governo federal, BC e Previdência) teve o melhor saldo desde janeiro, um déficit de R$ 3,210 bilhões, resultado favorecido pelo recolhimento de tributos cujo pagamento havia sido postergado como medida de enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Enquanto isso, Estados e municípios tiveram superávit de R$ 5,164 bilhões – o pior resultado desde maio – e as empresas estatais ficaram no azul em R$ 998 milhões.

Em 12 meses até outubro, o resultado primário é deficitário em R$ 661,798 bilhões, equivalente a 9,13% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa para os últimos dois meses do ano é de novos rombos expressivos. A projeção mais recente do governo aponta para um déficit primário de R$ 856,7 bilhões em 2020, equivalente a 11,9% do PIB, valor recorde.

Em função do estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia de covid-19, o governo foi dispensado pelo Congresso de cumprir a meta de déficit primário do ano, que havia sido fixada em R$ 124,1 bilhões.

O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público ficou deficitário em R$ 30,924 bilhões em outubro. No acumulado em 12 meses, o rombo está em R$ 1,011 trilhão, ou 13,95% do PIB.

Dívida

Em outubro, a dívida pública bruta foi a 90,7% do PIB, sobre 90,5% em setembro, renovando assim um recorde histórico.

No ano, o indicador, considerado principal parâmetro da saúde fiscal do país, já acumulou aumento de 15 pontos percentuais. Em nota, o BC disse que a alta refletiu principalmente emissões líquidas de dívida (aumento de 9,0 pontos percentuais), a incorporação de juros nominais (aumento de 3,8 pontos), e a desvalorização cambial acumulada (aumento de 2,1 pontos).

A dívida líquida, por sua vez, foi a 61,2% do PIB em outubro, abaixo da projeção de analistas de 62,1% do PIB.

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