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Finanças

Ação da Didi, dona da 99, dispara quase 60% com notícia de retorno do app

Índice Hang Seng Tech Index subiu 4,6% em Hong Kong e fechou em uma máxima de dois meses nesta segunda.

Didi
Sede da Didi Chuxing em Pequim, China 20/11/2020. REUTERS/Florence Lo

As ações da gigante chinesa de transporte urbano Didi Global listadas em Nova York na forma de ADRs chegaram a disparar quase 60% antes da abertura dos negócios nesta segunda-feira (6) em Nova York, depois que o “Wall Street Journal” informou que reguladores chineses poderiam encerrar ainda esta semana uma investigação das atividades da empresa que já dura um ano.

O índice Hang Seng Tech Index subiu 4,6% em Hong Kong e fechou em uma máxima de dois meses.

A notícia contribuíram para um tom mais otimista em torno dos ativos chineses. As autoridades em Pequim parecem estar cumprindo promessas feitas em março de apoiar a economia, evitar uma espiral descendente no mercado imobiliário e encerrar o aperto regulatório sobre as empresas de tecnologia. 

“Acho que estamos esbarrando no fundo do poço”, disse Chi Lo, estrategista sênior de investimentos na região Ásia-Pacífico da BNP Paribas Asset Management, em entrevista à Bloomberg Television antes da reportagem do Wall Street Journal. “Quando você olha para o maior obstáculo para as ações chinesas – que foi o aperto regulatório no setor de tecnologia – o pior já passou.”

Conflitos com reguladores chineses

A Didi tem lutado para trazer os negócios de volta ao normal, depois de irritar reguladores chineses ao avançar em junho do ano passado com a listagem de US$ 4,4 bilhões em Nova York, apesar de ter sido solicitada a adiar o processo.

Dias depois que a Didi abriu capital, a poderosa agência de vigilância da Internet da China, a Cyberspace Administration of China (CAC), lançou uma investigação de segurança cibernética sobre as práticas de dados da empresa e ordenou que as lojas de aplicativos removessem 25 aplicativos móveis operados pela Didi.

A CAC também disse para a Didi interromper os registros novos usuários, citando segurança nacional e interesse público.

*Com Bloomberg, e Reuters

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