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Finanças

Bolsa fecha nos 101 mil pontos, puxada por bancos e alta em Wall Street

Investidores estão anestesiados com vaivém na aprovação do pacote de estímulos americanos

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InvestNews
Ibovespa

Dia positivo para o Ibovespa, o índice acompanhou a consolidação das bolsas americanas que fecharam em alta com pedidos de seguro desemprego e resultados de companhias. O Ibovespa fechou em alta de 1,36% aos 101.917 pontos nesta quinta-feira (22). Na máxima do dia, o índice subiu 1,41% aos 101.970 pontos.

Nos Estados Unidos ainda há incertezas sobre a aprovação do pacote de estímulos. Embora a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi anunciou nesta tarde que o acordo está perto de sair e que a coisa certa para as famílias americanas é pedir mais estímulos, os investidores estão anestesiados e parecem não se incomodar mais com o vaivém desta história. Dow Jones fechou em alta de 0,55%, o S&P 500 subiu 0,57% e Nasdaq avançou 0,19%.

No cenário interno, os bancos puxaram o Ibovespa para cima com expectativa de bons resultados nos balanços do terceiro trimestre. As instituições financeiras lideram as maiores altas do dia. Contribuiu também para os 101 mil pontos a Petrobras, os papéis da empresa acompanharam a alta nos preços do petróleo. As ações preferenciais (PETR4) subiram 3,37% e as ordinárias (PETR3) avançaram 3,17%.

O petróleo Brent para dezembro subiu 1,75%, cotado a US$ 44,46 o barril. Enquanto o WTI para novembro avançou 1,52% cotado em US$ 40,64 o barril.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em processo de correção após robustas perdas da véspera. A renovada esperança por uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos ajudou a impulsionar as cotações, também favorecidas por especulações sobre possível continuidade dos cortes na produção global da commodity.

O dólar deu um respiro e encerrou o dia um pouco abaixo do patamar dos R$ 5,60. O dólar comercial fechou em queda de 0,36%, cotado a R$ 5,594. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,624.

Enquanto o dia foi positivo para o cenário doméstico e americano, na Europa o desempenho foi ruim, com queda em todas as bolsas com exceção de Londres.

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Destaques da Bolsa

Os bancos lideram as maiores altas do dia na expectativa de bons resultados para o terceiro trimestre. O Itaú (ITUB4) subiu 5,14%, seguido da Petrorio (PRIO3) que avançou 4,93%, acompanhando a alta do petróleo.

Outra que valorizou foi a Weg (WEGE3), com alta de 4,73%. Os investidores ainda repercutem o ótimo resultado do terceiro trimestre da empresa apresentado ontem. A companhia teve lucro líquido de R$ 644,24 milhões, 54% maior do que no mesmo período em 2019, quando teve um lucro de R$ 418,243 milhões.

No mercado financeiro há opiniões divididas sobre o potencial de valorização do ativo. O Bank of America (BofA) reforçou a recomendação de compra da WEGE3 e elevou o preço-alvo do papel para R$90. Já o BTG apontou em relatório que a ação está “inegavelmente cara” e manteve a recomendação neutra para a companhia, aconselhando os investidores a esperar.

No lado oposto do Ibovespa caiu a Cogna (COGN3) que desvalorizou 2,58%. Recuaram também a BR Malls (BRML3) e B2W (BTOW3) com queda de 2,37% e 2,30%, respectivamente.

Bolsas na Europa

As praças europeias fecharam na maioria em baixa com investidores atentos a indicadores, ao avanço da covid-19 e também às dificuldades para se chegar a um acordo por mais estímulos fiscais nos Estados Unidos. No Reino Unido, as negociações com a União Europeia sobre o status futuro da relação comercial igualmente são monitoradas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,14%, em 360,27 pontos.

As dificuldades em Washington por um acordo para mais estímulos à economia americana influenciaram as bolsas da Europa. Além disso, o avanço do novo coronavírus no continente preocupa investidores, já que alguns países têm adotado restrições à circulação.

Na agenda de indicadores, o índice de confiança do consumidor da zona do euro caiu de -13,9 em setembro a -15,5 em outubro, segundo dados preliminares da Comissão Europeia, ante previsão de -15,0 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Na Alemanha, o índice GfK de confiança do consumidor para novembro recuou a -3,1, abaixo da expectativa de -3,0 dos analistas. Ao analisar o dado, o ING afirmou em relatório que a maior incerteza atual e restrições à atividade elevam o risco de um duplo mergulho na crise na maior economia europeias.

Em Londres, o índice FTSE 100 foi na contramão da maioria e fechou em alta de 0,16%, em 5.785,65 pontos. A libra mais fraca, diante da força do dólar, ajudou ações de exportadoras britânicas, enquanto o diálogo UE-Reino Unido, que será retomado, segue em foco.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX registrou baixa de 0,12%, em 12.543,06 pontos.

Em Paris, o índice CAC 40 caiu 0,05%, a 4.851,38 pontos.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, também recuou 0,05%, a 19.076,95 pontos.

Em Madri, o índice IBEX 35 fechou em baixa de 0,22%, em 6.796,60 pontos.

Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 recuou 0,52%, a 4.118,13 pontos.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam com ganhos, após pregão no qual se alternaram entre altas e quedas. As negociações de um novo pacote fiscal estiveram no radar, embora ainda sem uma solução sobre o assunto, e investidores também monitoraram balanços corporativos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,55%, em 28.363,66 pontos, o S&P 500 subiu 0,57%, a 3.453,49 pontos, e o Nasdaq avançou 0,19%, a 11.506,01 pontos.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, voltou a mostrar otimismo sobre a chance de um acordo sobre mais estímulos nesta quinta-feira, ao dizer que as conversas têm avançado.

Já o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que há ainda “divergências significativas” entre as partes e comentou que o tempo está passando, o que dificulta um acordo antes da eleição de 3 de novembro.

A questão fiscal segue no radar e havia também expectativa pelo debate entre o presidente Donald Trump e seu rival, Joe Biden, nesta noite.

Além disso, o avanço da covid-19 em partes do país, como o Meio-Oeste, está no radar, já que pode significar à frente novas interrupções na atividade e prejudicar a confiança.

A TD Securities destaca o quadro na região citada, ao lembrar que no Meio-Oeste ocorre aumento não apenas nas taxas de casos positivos para o vírus, mas também nas hospitalizações.

No setor corporativo, a ação da AT&T subiu 5,88%, após balanço que agradou o mercado, e Coca-Cola teve ganho de 1,38% após seus resultados.

American Airlines subiu 3,18%, depois de balanço com prejuízo no terceiro trimestre e resultado inferior ao projetado por analistas, mas com reação do papel ao longo do dia.

*Com Estadão Conteúdo

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