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Finanças

Bolsa tem a pior queda semanal desde outubro de 2008

Ibovespa perder 1,85% nesta sexta-feira, fechando aos 67 mil pontos.

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InvestNews
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Crédito: Shutterstock

O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em queda de 1,85% aos 67.069 pontos nesta sexta-feira (20). Com isso, acumulou uma desvalorização de 18,88% na semana, a pior desde o dia 10 de outubro de 2008. Mais cedo, o índice operou em alta, após o discurso de Donald Trump sobre pesquisas com remédios de combate a malária, que poderiam servir para o novo coronavírus

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Hoje, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse esperar que a curva de elevação do vírus – de propagação “muito competente” – deve ainda se iniciar nos próximos 10 dias, com avanço rápido entre abril e junho e queda da curva de infecção apenas em setembro. “Estamos em todos os Estados com crescimento igual e isso nos preocupa”, observou o ministro. Mandetta prevê também que “claramente em final de abril nosso sistema de saúde entre em colapso”. “O colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar (nos hospitais)”, acrescentou.

“Os mercados estão ainda emocionais, as precificações perderam o sentido”, diz o estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua. “Iniciativas do Fed e do Banco da Inglaterra, entre outros, de corte de juros e injeção de liquidez, foram em boa parte ignoradas, e quando o BC da China decide manter os juros, de curto e longo prazo, a interpretação é positiva, de que as coisas por lá não estão tão ruins, o que ajudava mais cedo os mercados nesta sexta-feira”, acrescenta.

“Acompanhar a curva de evolução da doença é algo realmente muito importante no momento, para ver se guardará alguma similaridade com o que ocorreu na China. Até lá, não importa muito o que os BCs venham a fazer, o nervosismo a e a volatilidade vão persistir”, conclui o estrategista da Levante.

As bolsas de Nova York fecharam em queda, encerrando sua pior semana desde 2008. Após uma abertura mista, os índices aprofundaram perdas, em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de mais medidas para restringir a circulação de pessoas para conter a pandemia de coronavírus, inclusive no Estado de Nova York. Assim, mesmo medidas de bancos centrais e governos não foram suficientes para apoiar os índices acionários.

O índice Dow Jones fechou em queda de 4,55%, em 19.173,98 pontos, o Nasdaq recuou 3,79%, a 6.879,52 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 4,34%, a 2.304,92 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 17,30%, o Nasdaq recuou 12,64% e o S&P 500, 14,98%.

As revisões para baixo nas projeções para os EUA e o mundo não ajudavam o humor. A IHS Markit, por exemplo, previu hoje que a economia americana encolherá 13% no segundo trimestre, com recuo de 1,7% no PIB em todo o ano de 2020, além de dizer que uma situação de pleno emprego no país deve voltar a ocorrer apenas em 2023.

As bolsas da Europa fecharam todas em alta nesta sexta-feira, 20, dia de esforço conjunto dos Bancos Centrais do Velho Continente para implementar medidas para combater o impacto econômico da pandemia de coronavírus. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,82%, a 293,04 pontos. Na comparação semanal, no entanto, o índice caiu 2,55%.

As bolsas asiáticas tiveram uma recuperação parcial no pregão desta sexta-feira, na esteira de múltiplos anúncios de estímulos por bancos centrais e governos do mundo inteiro, embora ainda acumulem pesadas perdas em meio a preocupações com o impacto econômico da pandemia de coronavírus.

Hoje, o BC chinês (PBoC) decidiu manter inalteradas suas taxas de juros de referência para empréstimos, uma vez que o pior da crise de coronavírus na China – onde a doença teve origem – aparentemente já passou. A taxa de 1 ano permaneceu em 4,05% e a de cinco anos, em 4,75%.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,61% hoje, a 2.745,62 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,28%, a 1.704,46 pontos.

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