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Finanças

Decepção na bolsa: CVC, Meliuz, Enjoei e Ambipar desabam após balanços

Papéis da operadora de viagens caíram 8,56%, negociados a R$ 17,20.

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Ambipar

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou com desvalorização nesta segunda-feira (16), abaixo dos 120 mil pontos, com CVC no topo das quedas, após reportar seu balanço financeiro na sexta-feira. Quem também fechou com forte recuo foram Embraer e Via, que estreou com novo ticker na bolsa, acompanhada do conglomerado de energia e logística Cosan. Fora do índice, quem também registrou queda acentuada foram Meliuz, Enjoei, Ambipar e Boa Safra Sementes. Na outra ponta, Vivara terminou o dia em alta. Veja os destaques do dia:

CVC

A operadora de viagens CVC (CVCB3) liderou as quedas do Ibovespa. Os papéis caíram 8,56%, negociados a R$ 17,20. A companhia registrou prejuízo de R$ 175,6 milhões no segundo trimestre, diminuindo as perdas registradas um ano antes no montante de R$ 252,1 milhões.

Via

Via (antiga Via Varejo) também despencou 6,11%, para R$ 10,61 – uma das principais quedas do dia. A varejista mudou seu ticker de VVAR3 para VIIA3. A alteração passou a valer a partir desta segunda.

Cosan

O conglomerado de energia e logística Cosan (CSAN3) caiu 2,20%, negociado a R$ 23,07, após reportar lucro líquido de R$ 942,4 milhões no segundo trimestre, forte crescimento ante os R$ 101,9 milhões do mesmo período do ano passado, quando a empresa sofreu os efeitos da pandemia.

Enjoei

Fora do Ibovespa, a Enjoei (ENJU3) despencou 15,80%, com as ações cotadas a R$ 5,81. A plataforma de venda de itens usados registrou prejuízo de R$ 30 milhões no segundo trimestre, um avanço de 1.011% em relação às perdas de R$ 2,7 milhões reportadas um ano antes.

Meliuz

Quem também caiu forte foi empresa de cashback Méliuz (CASH3), com desvalorização de 12,59%, para R$ 48,95, após reportar um prejuízo líquido de R$ 6,69 milhões no segundo trimestre, um avanço em relação ao prejuízo de R$ 6,5 milhões registrado um ano antes.

A XP investimentos disse em relatório que a Méliuz reportou resultados fracos e bem abaixo das expectativas – a corretora aguardava R$ 5 milhões em lucro líquido entre abril e junho. No entanto, a instituição financeira afirmou que a empresa “ainda apresenta fundamentos sólidos para um sucesso de longo prazo” e reiterou recomendação de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo em R$ 48, por acreditar que a “startup seja o melhor veículo para capturar a concorrência agressiva nos setores de e-commerce e financeiro”.

Ambipar

A empresa de gestão ambiental Ambipar (AMBP3) recuou 10,19%, negociada a R$ 51,91, mesmo após reportar um lucro líquido 234,8% maior no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O montante saltou de R$ 12,1 milhões para R$ 40,6 milhões.

A receita da empresa de R$ 356 milhões superou em 25% a projeção do banco BTG Pactual, que aguardava um montante de R$ 285 milhões, e lucro líquido de R$ 26 milhões. O banco também elevou o preço-alvo dos papéis da empresa de R$ 51 para R$ 57, ao incluir as cinco aquisições anunciadas entre o final de julho e início de agosto.

Boa Safra

A Boa Safra (SOJA3), líder em produção de sementes de soja no Brasil, também encerrou em queda de 6,09%, a R$ 14,18. A empresa registrou lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021. O resultado corresponde a uma alta de 314,6% em comparação ao lucro líquido de R$ 2,882 milhões obtido em igual período de 2020.

Vivara

A Vivara (VIVA3), que chegou a subir 2,75% mais cedo, fechou em alta de 1,67%, a R$ 30,26, após contabilizar lucro líquido de R$ 81,6 milhões, ante prejuízo de R$ 1,66 milhão em igual período do ano passado.

Em relatório, o Bank of America (BofA) afirmou que, dada a pressão excepcionalmente severa enfrentada pela indústria joalheira altamente fragmentada do Brasil, a vantagem competitiva relativa da Vivara deve se ampliar. “Nenhuma outra operadora desfruta da combinação de integração vertical e integração de vendas do e-commerce e o phygital (digital e físico)”, afirmou o banco de investimento ao manter recomendação de compra e preço-alvo em R$ 36 para as ações da empresa.

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