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Finanças

Dólar fecha a R$ 5,32 e Bolsa cai mais de 5% na semana

Investidores enxergaram com preocupação o aumento do número de casos no mundo todo.

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InvestNews
bolsa de valores

O dólar voltou a fechar em valor recorde nesta sexta-feira (3), enquanto a bolsa brasileira teve mais um dia negativo, em meio à cautela do mercado com a expansão da pandemia e a articulação do governo. A intensificação dos sinais de recessão, seja internamente seja no exterior, preocupou o mercado.

O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em queda de 3,76%, aos 69.537 pontos. Na semana, o índice acumulou desvalorização de 5,30%. Já o dólar comercial terminou a semana vendido a R$ 5,3261, subindo 1,13%. A alta semanal da moeda foi de 4,38%.

Novos dados negativos levaram a quedas nas bolsas do mundo inteiro. Mais cedo, foi divulgada a queda do índice de serviços do Brasil em março, para 34,5 pontos, depois de 50,4 em fevereiro, conforme a IHS Markit. Já nos Estados Unidos, dados sobre emprego foram desanimadores: houve o fechamento de 701 mil postos de trabalho em março, ante previsão de queda de 100 mil

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,8% aos 72,253 pontos. O dólar fechou em alta de 0,09%, cotado a R$ 5,266. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,281.

Petróleo salta 30% na semana

Os contratos futuros de petróleo tiveram mais um dia de fortes altas, fechando com ganhos semanais superiores a 30%, sustentados por renovadas expectativas por acordos no corte da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) e de outras nações, como os Estados Unidos, Canadá e Brasil.

O petróleo WTI para maio fechou em alta de 11,93%, em US$ 28,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), subindo 31,7% na semana. Já o Brent para junho avançou 13,93%, a US$ 34,11 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), com disparada semanal de 36,8%.

Cenário interno

A intensificação das perdas coincidiu com a piora das bolsas em Nova York, que acentuaram as perdas. Ainda assim, o recuo por lá foi bem menos intenso do que na B3, com recuo máximo de 1,12%. A maior queda do Ibovespa também ocorreu após pesquisa de abril da XP mostra que 42% da população avalia o governo do presidente Jair Bolsonaro como ruim ou péssimo, ante 36% em março.

A reprovação do presidente é a maior da série histórica do levantamento. Bolsonaro disse na quinta-feira que ele e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não estão se “bicando” há algum tempo, que nenhum ministro seu é “indemissível”, mas que não pretende demiti-lo “no meio da guerra”.

O presidente (sem partido) ameaça reabrir o comércio com uma “canetada”, se a partir da próxima semana “não começar a voltar o emprego”, ou seja as atividades dos comerciantes.

Bolsa globais

A maioria das bolsas da Europa fechou em queda, reagindo a sinais do prejuízos para a atividade por causa da pandemia de coronavírus. Além dos dados locais, foi monitorado o relatório mensal de empregos (payroll) dos Estados Unidos, que mostrou cenário negativo para o mercado de trabalho local.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,97%, em 309,06 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam perto da estabilidade ou com perdas moderadas nesta sexta-feira em meio ao avanço do coronavírus e o comportamento volátil do petróleo, e à espera de novos dados dos EUA que deverão mostrar forte deterioração no mercado de trabalho da maior economia do mundo em função da pandemia.

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,60% hoje, a 2.763,99 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,47%, a 1.689,57 pontos.

Liu Guoqiang, um dos vice-presidentes do banco central chinês – conhecido como PBoC – disse mais cedo que reguladores irão orientar os bancos comerciais do país a abrirem mão de parte dos lucros para apoiar a economia enquanto a autoridade monetária mantém ampla liquidez no sistema financeiro.

Cerca de duas horas após o fechamento dos mercados chineses, o PBoC anunciou um novo corte do compulsório exigido de bancos pequenos e médios, de 1 ponto porcentual.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio hoje, com alta marginal de 0,01%, a 17.820,19 pontos, assim como o sul-coreano Kospi, que subiu apenas 0,03% em Seul, a 1.725,44 pontos, enquanto o Hang Seng registrou baixa de 0,19% em Hong Kong, a 23.236,11 pontos. Em Taiwan, a bolsa não operou pelo segundo dia consecutivo devido a feriados locais.

*Com Estadão Conteúdo

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