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Finanças

Dólar fecha a R$ 4,35, novo recorde

Perspectiva de que a Apple não conseguirá cumprir seus resultados por causa do coronavírus azedou o humor dos investidores.

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A Bolsa brasileira fechou com perdas nesta terça-feira (18), enquanto o dólar avançou frente ao real e atingiu um novo recorde de fechamento, diante do clima negativo no exterior. A perspectiva de que a Apple não cumprirá seus resultados, afetada pelos efeitos do coronavírus na economia chinesa, afetou bolsas do mundo todo.

O Ibovespa, principal indicador da B3, recuou 0,29%, aos 114.977 pontos. Já o dólar comercial avançou 0,65%, negociado a R$ 4,3580, a maior cotação nominal de fechamento da história.

Apple alertou investidores que o surto do coronavírus (Covid-19) na China está afetando seus negócios mais do que se imaginava. A companhia informou que vai revisar para baixo suas receitas.

O mercado reagiu mal e as ações da empresa chegaram a cair ao redor de 4% no pré-mercado de Nova York (negociações antes do pregão), afetando bolsas na Europa e índices em Nova York. O alerta da empresa prejudicou fortemente o setor de tecnologia da Ásia e as bolsas fecharam em baixa.

Conforme cita em nota a MCM Consultores, investidores temem que a paralisação da economia chinesa cause vários transtornos às empresas do setor de tecnologia, que apresentam elevada dependência de seus fornecedores chineses.

Os temores não são só em relação à economia chinesa, mas quanto ao ritmo de crescimento da economia mundial.

Além disso, os fracos resultados da pesquisa ZEW sobre expectativas econômicas e condições atuais na Alemanha são o primeiro sinal claro de que a confiança na zona do euro foi atingida pela epidemia de coronavírus, segundo a Pantheon Macroeconomics.

Combustíveis e dólar no radar

Apesar do ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, enfatizar que o momento é de “juros baixos e dólar forte”, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (18) que o preço do combustível no Brasil e a alta do dólar estão juntos na escala de preocupação do governo. “É um colado ao outro, né?”, reagiu ao ser questionado sobre qual dos dois preocupa mais.

Bolsonaro voltou a reclamar do preço da gasolina, em meio ao 18º dia de greve de petroleiros e de protestos de caminhoneiros programados para hoje e amanhã. Os petroleiros avaliam um posicionamento à decisão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra, que considerou a paralisação abusiva e ilegal.

Em sua página na internet, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que vai deliberar coletivamente em assembleias com os sindicatos filiados os rumos do movimento e que vai recorrer da decisão.

O presidente da República defende que o ICMS seja cobrado em cima do preço da refinaria, e não da bomba. A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência de governadores de diversos Estados. “Se bem que a gasolina baixou 10% em janeiro na refinaria e na bomba não baixou nada. Sabem o que estou falando, não quero encrenca com ninguém, mas é a verdade e a verdade dói”, continuou o presidente em conversa com jornalistas, pela manhã.

*Com Estadão Conteúdo

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