Ibovespa sobe no último pregão do ano, mas encerra 2021 em baixa de 11,93%

Em dezembro, o índice avançou 2,9%, interrompendo cinco meses de queda.

Por InvestNews

Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou o último pregão do ano em alta de 0,69%, aos 104.822 pontos, depois de encerrar dois dias de negociações no vermelho. No entanto, o índice registrou queda de 11,93% em 2021. Em dezembro, o Ibovespa teve alta de 2,9%, interrompendo cinco meses de recuo.

Segundo o economista Alexsandro Nishimura, head de conteúdo e sócio da BRA, a última sessão do ano foi mais para cumprir tabela, pois, segundo ele, já estava definido que o Ibovespa fecharia no vermelho pela primeira vez desde 2015, mas foi suficiente para o índice encerrar a sequência de cinco meses no negativo.

“O cenário externo favorável e a recuperação das ações da Vale (VALE3) ajudaram para o pregão positivo”, disse Nishimura.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, classificou o desempenho da bolsa brasileira no ano como “pífio” e disse que há receio de que 2022 possa ser parecido, diante das incertezas como eleição presidencial.

O que aconteceu com as previsões para a economia e o Ibovespa em 2021?

Cenário

Lá fora, os investidores seguiram de olho no noticiário em torno da variante ômicron do coronavírus e dados de auxílio-desemprego dos Estados Unidos abaixo do esperado. Enquanto isso, no Brasil, os agentes repercutiram dados fiscais melhores do que o esperado.

O setor público consolidado brasileiro registrou um  superávit primário de R$ 15 bilhões em novembro, informou o Banco Central, enquanto a dívida líquida do país ficou em 57% do Produto Interno Bruto (PIB). Em pesquisa Reuters, a expectativa era de superávit primário de R$ 4,775 bilhões no mês e relação dívida/PIB de 57,8%.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que institui o Auxílio Brasil, programa social que substitui o Bolsa Família, mas vetou o trecho que previa a inclusão automática no programa de todas as famílias elegíveis para receber o benefício.

Na prática, o dispositivo rejeitado por Bolsonaro tinha como objetivo acabar com a fila de espera pelo benefício, atendendo, portanto, todas as famílias que cumprissem os requisitos exigidos.

Segundo o governo, a proposição contraria o interesse público, pois “alteraria a natureza da despesa do programa de transferência de renda do governo federal e acarretaria, consequentemente, a ampliação das despesas”.

Bolsonaro também vetou o artigo que trazia metas para a redução de taxas de pobreza no país para os próximos três anos.

Destaques da bolsa

Méliuz (CASH3) e Locaweb (LWSA3) lideraram as maiores altas do Ibovespa no último pregão do ano, fechando com avanços de 7,64% e 5,2%, respectivamente, em dia positivo também para ações de varejistas, em reação à queda dos juros futuros.

As ações de SulAmérica (SULA11) também subiram e encerraram em alta de 6,84%, após companhia fechar acordo para aquisição de 100% do capital social da Sompo Saúde.

Por outro lado, os papéis da Neoenergia (NEOE3) fecharam o pregão em queda de 5,04%, após acordo de pagamento de royalties anunciado pela companhia à sua controladora Iberdrola.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street fecharam em baixa nesta quinta-feira, em dia de baixo volume de negócios, após máximas recordes no início da sessão devido aos fortes dados dos EUA, incluindo queda nos pedidos semanais de seguro-desemprego.

O Dow Jones caiu 0,25%, para 36.398 pontos. O S&P 500 perdeu 0,3%, para 4.778 pontos. O Nasdaq recuou 0,16%, para 15.741 pontos.

Europa

As ações europeias fecharam em alta nesta quinta-feira, com expectativas de que novas medidas e restrições relacionadas ao coronavírus não sejam necessárias no início do ano, mesmo com um aumento nos casos de covid-19 devido à variante ômicron prejudicando os ganhos.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,15%, a 488,71 pontos, com os setores de tecnologia, saúde e papéis relacionados a viagens, na liderança.   

  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,16%, a 7.173,23 pontos e deu um salto de 29,2% no acumulado do ano
  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,24%, a 7.403,01 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,21%, a 15.884,86 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,46%, a 8.713,80 pontos
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve oscilação positiva de 0,01%, a 27.346,83 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,05%, a 5.571,67 pontos.

( * Com informações da Reuters)

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