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Finanças

Ibovespa fecha acima dos 108 mil pontos; dólar vai a R$ 5,46

A moeda norte-americana fechou no menor patamar em dois meses.

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Tempo médio de leitura: 7 minutos

Ibovespa - bolsa de valores

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operou e fechou em alta nesta quarta-feira (19), novamente no sentido oposto das bolsas de Wall Street, que aceleraram perdas no final do dia. O dólar registrou a maior queda desde o fim de dezembro.

No dia, o Ibovespa subiu 1,26%, aos 108.013 pontos. Já o dólar recuou 1,70%, negociado a R$ 5,4654.

Câmbio

O dólar quebrou um importante suporte técnico e fechou no menor patamar em dois meses, com o real liderando os ganhos entre as principais moedas globais em meio a um rali nas commodities, correção para baixo do dólar no mundo e algum alívio em receios político-fiscais domésticos.

Em dia de forte descompressão no câmbio, as taxas de juros projetadas em contratos futuros negociados na bolsa brasileira despencaram, com os vencimentos mais longos em queda de cerca de 20 pontos-base, o que derrubou a inclinação da curva – vista como uma medida de percepção de risco.

O economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, chamou atenção para dois catalisadores de ambos os movimentos: falas de Luiz Inácio Lula da Silva sobre alianças e fiscal e a queda das taxas dos títulos do Tesouro dos EUA – na esteira da ideia de que o banco central norte-americano poderá subir menos os juros do que o projetado.

“Eu não terei nenhum problema se tiver que fazer uma chapa com Alckmin para ganhar as eleições e para governar esse país”, disse Lula em entrevista ao Brasil 247, referindo-se ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que seria candidato a vice-presidente em chapa com o petista. Lula falou ainda sobre deixar divergências de lado e mirar as convergências.

“Isto (a fala de Lula) foi visto, mais uma vez, como uma sinalização de responsabilidade fiscal por parte de uma eventual administração petista”, disse Perfeito, que, contudo, deu mais peso à precificação no mercado à percepção externa sobre o ritmo de aperto monetário nos EUA – tema que tem dominado os debates na comunidade financeira global desde o começo do ano.

“A fala de Lula é importante menos pelo que é de fato, mas antes pela interpretação que está sendo dada… O mercado está aos poucos incorporando de fato a perspectiva de o ex-presidente Lula ganhar, mas é necessário dizer que ainda tem que passar muita água por debaixo desta ponte”, adicionou o economista da Necton.

De toda forma, o mercado se mostrou mais vendedor de dólar nesta quarta também pelo ajuste global da moeda para baixo e pelo rali dos preços das matérias-primas, que alavancados pelo petróleo bateram picos em mais de sete anos.

Analistas vêm comentando há alguns dias que as forças em prol de uma correção de baixa do dólar no Brasil estariam ganhando espaço, conforme o real se distanciou ainda mais de níveis de equilíbrio depois da depreciação de começo de ano.

Cenário interno

Investidores seguiram atentos a preocupações domésticas, com destaque para reivindicações de servidores públicos, que participaram de manifestações em Brasília na terça-feira para exigir reajustes salariais.

“Não existem recursos no Orçamento para a concessão de aumento generalizado dos salários do funcionalismo sem que o teto do gasto seja novamente desrespeitado”, disseram em nota analistas da Genial Investimentos.

“Este é o primeiro teste importante quanto à disposição do governo de manter o processo de consolidação fiscal em 2022, que será fundamental para reconquistar a credibilidade do regime fiscal.”

No ano passado, a confiança dos investidores na saúde das contas públicas foi chacoalhada pela promulgação da PEC dos Precatórios, que alterou a regra do teto de gastos para permitir mais despesas do governo.

Destaques da B3

Os papéis das Americanas (AMER3) ficaram entre os maiores os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira, seguidos das ações de Locaweb (LWSA3), que lideraram as altas do índice, com avanço de 12,6%, em dia de juros em queda.

Fora do indicador, alguns papéis se destacaram. A Sinqia (SQIA3) decolou 7,74% após informar a aquisição do controle da Lote45 e as ações da construtora Cury (CURY3) encerraram em alta de 6,40%, com a divulgação de prévia operacional. Confira os destaques.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street caíram nesta quarta-feira, com o índice de tecnologia Nasdaq Composite confirmando ingresso em território de correção, após um conjunto diversificado de balanços corporativos e enquanto investidores continuam a se preocupar com os rendimentos mais altos dos títulos do governo norte-americano e o aperto da política monetária por parte do banco central dos EUA.

O Nasdaq fechou em queda superior a 10% ante o recorde de fechamento de 19 de novembro. Uma correção é confirmada quando um índice fecha 10% ou mais abaixo de sua máxima histórica para um encerramento de pregão.

Europa

As ações europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, com balanços positivos do setor de luxo e fortes preços de commodities ajudando investidores a deixar de lado momentaneamente as preocupações com os aumentos de juros.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,35%, a 7.589,66 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,24%, a 15.809,72 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,55%, a 7.172,98 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,41%, a 27.370,85 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,08%, a 8.774,90 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,75%, a 5.660,43 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China fecharam em baixa nesta quarta-feira, pressionadas por fabricantes de veículos elétricos e empresas de saúde em meio a realização de lucros, enquanto preocupações com a desaceleração da economia também pesaram sobre o sentimento do mercado.

As ações de incorporadoras imobiliárias chinesas subiram depois que o banco central do país prometeu adotar mais medidas para estabilizar a economia.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 2,80%, a 27.467 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,06%, a 24.127 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,33%, a 3.558 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,68%, a 4.780 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,77%, a 2.842 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,82%, a 18.227 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,12%, a 3.283 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,03%, a 7.332 pontos.

Com informações da Reuters

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