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Finanças

Ibovespa cai 11% em junho, com preocupação sobre recessão global

Dados sobre os gastos dos consumidores e inflação nos EUA elevaram preocupações no dia.

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Tempo médio de leitura: 4 minutos

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda nesta quinta-feira (30), acumulando queda de 11,5% em junho. No primeiro semestre de 2022, o recuo foi de 5,99%. O mercado tem sido afetado por temores sobre o crescimento da economia global e a possibilidade de uma recessão.

Já o dólar fechou em alta sobre o real nesta quinta. Em junho, o avanço foi de 10,13%. Enquanto isso, no semestre a moeda dos Estados Unidos acumulou queda de 6,14% sobre o real.

A queda do Ibovespa e a alta do dólar sobre o real em junho foram as maiores desde o começo de 2020, quando os primeiros temores sobre o impacto da pandemia de covid-19 causaram pânico nos mercados financeiros.

No dia, o Ibovespa recuou 1,08%, aos 98.541 pontos. Já o dólar subiu 0,78%, negociado a R$ 5,2337.

Recessão no radar

Pessoa faz compras em supermercado na cidade de Nova York, EUA 10/06/2022 REUTERS/Andrew Kelly

Dados divulgados mais cedo nos Estados Unidos corroboraram com as preocupações do dia, mostrando que os gastos dos consumidores em maio desaceleraram acima do previsto por economistas, enquanto a inflação manteve a tendência de alta.

A equipe da Guide Investimentos também chamou a atenção para os discursos de presidentes de Bancos Centrais na quarta-feira (29), sobre as dificuldades em combater uma inflação mais persistente, passando mensagens mais duras sobre a condução da política monetária – ou seja, indicando mais altas e juros.

“Tais afirmações acentuaram as preocupações de investidores com relação a uma forte desaceleração da economia mundial, e até, possivelmente, uma recessão, o que voltou pesar sobre os mercados”, observaram em nota a clientes.

O diretor global de investimentos de renda fixa da PIMCO, Andrew Balls, disse nesta quinta-feira que é mais provável haver recessão nos Estados Unidos nos próximos 12 meses do que um cenário sem recessão.

Cenário interno

Foi divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os dados da PNAD Contínua sobre a taxa de desemprego no Brasil, que ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio de 2022. A menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em maio desde 2015, quando foi de 8,3%.

Elaboração: Samy Dana

Bolsas mundiais

Wall Street

Wall Street encerrou em baixa, encerrando um mês e trimestre sombrios e marcando o pior primeiro semestre do índice S&P 500 em mais de meio século.

Todos os três principais índices de ações dos Estados Unidos terminaram o mês e o segundo trimestre em território negativo e o S&P 500 registrou sua maior queda percentual no primeiro semestre desde 1970.

Segundo dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,85%, para 3.786,25 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,31%, para 11.030,95 pontos. O Dow Jones caiu 0,71%, para 30.809,70 pontos.

Europa

As ações europeias registraram nesta quinta-feira o pior trimestre desde as perdas causadas pela pandemia no início de 2020, também em meio aos receios de uma recessão global.

Todos os principais setores ficaram no território negativo. Os bancos foram os que mais pesaram. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,50%, a 407,20 pontos, e registrou declínios trimestrais de 10,7%. Mineradoras estiveram entre os maiores pesos no índice durante o trimestre, com perdas superiores a 20%.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,96%, a 7.169,28 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,69%, a 12.783,77 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,80%, a 5.922,86 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,47%, a 21.293,86 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,09%, a 8.098,70 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,42%, a 6.044,64 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China marcaram seu melhor mês em quase dois anos nesta quinta-feira, sustentadas por sinais de recuperação econômica após a flexibilização das restrições contra a covid-19.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,54%, a 26.393 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,62%, a 21.859 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,10%, a 3.398 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,44%, a 4.485 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,91%, a 2.332 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 2,72%, a 14.825 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,04%, a 3.102 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,97%, a 6.568 pontos.

*Com informações da Reuters.

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