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Finanças

Ibovespa encosta nos 102 mil pontos, com sucesso nos testes da vacina Moderna

No Brasil, marco de saneamento e CPMF de Guedes lideraram a pauta

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InvestNews
bolsa de valores

O Ibovespa, principal índice da B3, voltou a bater a máxima desde o começo da pandemia e fechou em alta de 1,34% aos 101.790 pontos nesta quarta-feira (15). Este foi o maior patamar desde o dia 5 de março, quando a bolsa de valores fechou aos 102.233 pontos.

A alta do índice esteve relacionada ao anúncio da farmacêutica americana Moderna sobre a vacina para a covid-19. Esta produziu anticorpos em todos os 45 pacientes testados, nutrindo as esperanças de que surja um tratamento viável para a doença. O coronavírus já infectou mais de 13 milhões de pessoas no mundo, causando mais de 570 mil mortes, segundo dados coletados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com a notícia, as ações da Moderna dispararam 9,5% em Nova York. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,85%, o Nasdaq subiu 0,59% e o S&P 500 avançou 0,91%.

O dólar subiu também acompanhando as novidades. O dólar comercial fechou em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,384. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,383.

Ainda no cenário internacional, clima de tensão na Ásia com anúncio do presidente americano Donald Trump, de que agora Hong Kong será tratado da mesma forma que a China. O motivo é a nova lei de segurança nacional imposta pelo país asiático.

No cenário nacional, Bolsonaro sancionou o marco legal de saneamento. Com a aprovação deste marco o setor privado pode agora explorar os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Esta é uma oportunidade muito esperada pelo setor.

Outro assunto na pauta foi a CPMF de Paulo Guedes, o ministro da economia pretende tributar alguns pagamentos, especialmente do comércio eletrônico para arrecadar quase R$ 100 bilhões aos cofres públicos. Este dinheiro daria suporte para custear o programa Renda Brasil e a desoneração da folha de pagamentos. Os impostos devem seguir os moldes da antiga CPMF, com alíquotas a partir de 0,2%. Contudo, pessoas com renda de até 2, ou 2,5 salários mínimos estariam isentas.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram as preferencias da Petrobras (PETR4), que fecharam em alta de 1,92%. E as ordinárias PETR3 em alta de 2,37%. Os ativos acompanharam os contratos futuros de petróleo, com otimismo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para a recuperação da demanda pelo insumo. Os cortes na produção deve petróleo devem apresentar redução, passando de 9,7 milhões de barris por dia para 8,2 milhões em agosto.

Subiu também a Vale (VALE3) que fechou em alta de 0,15%. A companhia iniciou o dia em alta com ganhos no minério de ferro que avançou 0,3%, sendo vendido a US$112,70. A alta da companhia também é replicada pelo setor de siderurgia, com exceção da CSN (CSNA3), que recuou 2,13%.

A Vale informou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) indeferiu o pedido de suspensão solicitado pela mineradora da apresentação de garantias de R$ 7,9 bilhões relacionadas a eventuais indenizações da tragédia de Brumadinho (MG).

Subiram também as varejistas Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3) que avançaram 1,24% e 3,92%, respectivamente. Estas foram puxadas com resultados positivo do follow on das Lojas Americanas. Enquanto o Bradesco (BBDC4) teve alta de 1,66%.

Destaques da Bolsa

No radar corporativo, hoje foi dia do follow on das Lojas Americanas. A varejista arrecadou R$ 7,87 bilhões com a venda das suas ordinárias a R$ 29,78 e as preferenciais a R$ 34,50.

O dinheiro da operação deve ser utilizado para capitalizar a B2W, o site Americanas.com e o aplicativo Ame Digital. As ações preferencias (LAME4) fecharam em alta de 1,88%, enquanto as ordinárias (LAME3) avançaram 1,87%.

Entre os destaques positivos do dia, subiram também as ações da Sabesp (SBSP3) que fechou em alta de 8,06% com a sanção do marco de saneamento. Ganharam fôlego também a Embraer (EMBR3) e CVC Brasil (CVCB3) que avançaram 9,86% e 8,71%. Os papéis das aéreas seguiram o otimismo com bons resultados da vacina contra Covid-19.

Recuaram CSN (CSNA3), MRV (MRVE3) e IRB Brasil (IRBR3), com queda de 2,13%, 2,01% e 1,72%, respectivamente.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam em alta, apoiadas por notícias que reforçaram a expectativa de que pode haver desfecho positivo na busca por uma vacina contra a covid-19. Além disso, resultados corporativos estiveram no radar, com o balanço do Goldman Sachs em destaque, bem como o dado de produção industrial, que superou as expectativas. Nesse quadro, foi dado menor peso para a contínua disseminação do novo coronavírus por alguns Estados americanos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,85%, em 26.870,10 pontos, o Nasdaq subiu 0,59%, a 10.550,49 pontos, e o S&P 500 registrou ganho de 0,91%, a 3.226,56 pontos.

Relatos sobre potenciais avanços em pesquisas clínicas na busca por uma vacina voltaram a apoiar as bolsas. Embora não haja garantias de que o sucesso se concretize, o noticiário sobre essas buscas tem influenciado os negócios.

Na agenda de indicadores, a produção industrial dos EUA aumentou 5,4% em junho ante maio, surpreendendo analistas. O Wells Fargo viu o dado como “um passo na direção correta”, mas ainda com um longo caminho pela frente até a recuperação total.

Ao longo da tarde, os índices acionários perderam força e o Nasdaq chegou a cair, com o setor de tecnologia pressionado. Em meio ao avanço da covid-19 em alguns Estados americanos, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Atlanta, Patrick Harker, comentou que essa onda mais recente de casos leva sua equipe a revisar projeções para a economia americana, já que isso retarda a recuperação.

Ainda durante o pregão, porém, os índices voltaram a ganhar força e todos subiram. Entre ações importantes, Boeing se destacou, em alta de 4,43%. Depois de um balanço que superou as expectativas Goldman Sachs fechou em alta de 1,35%, embora tenha perdido fôlego ao longo do dia. O setor financeiro em geral se saiu bem: Citigroup subiu 3,37% e Bank of America, 1,91%.

Entre papéis de serviços de comunicação e tecnologia, o sinal foi misto. Alphabet caiu 0,26%, Apple subiu 0,69%, Facebook avançou 0,23% e Microsoft recuou 0,15%.

*Com Estadão Conteúdo

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