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Finanças

Ibovespa fecha abaixo dos 100 mil pontos com risco fiscal e vencimento de opções

Índice brasileiro não estava nesse patamar desde 13 de julho

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InvestNews
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A Bolsa de Valores voltou a fechar abaixo dos 100 mil pontos nesta segunda-feira (17). O índice não estava nesse patamar desde o dia 13 de julho.

Conflitos com o teto de gastos brasileiros e rumores de demissão do ministro da Economia, Paulo Guedes afetaram o desempenho do mercado. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 1,73% aos 99.595 pontos.

O Ministério da Economia passa por uma fase complicada com a “debandada” de secretários da pasta insatisfeitos com a agenda econômica, especialmente a de privatizações. Nesta segunda-feira (17), o subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles também deixou o cargo.

O presidente Jair Bolsonaro teria cobrado de Paulo Guedes um controle menos rígido sobre os gastos públicos. Ainda repercutiu no mercado a possibilidade de que Bolsonaro substitua Guedes por Roberto Campos Netto, atual presidente do Banco Central.

Com preocupação de risco fiscal os bancos também caíram. As ações do Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) foram as mais impactadas recuando 2,92% e 2,56%, respectivamente. Seguidas da queda das ações do Santander (SANB11) que caíram 0,66% e do Itaú (ITUB4) que fechou em baixa de 2,39%.

O dia também foi marcado pelo vencimento de opções na B3, que gerou alta volatilidade no índice. Entre comprados e vendidos o volume movimentado foi de R$ 12,8 bilhões no pregão.

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No cenário externo, as reuniões entre EUA e China para falar da 1ª fase do acordo comercial foram adiadas. A tensão geopolítica entre os países continua forte e ficou nítida na sexta-feira (14) quando o presidente americano Donald Trump ordenou ao aplicativo chinês Tik Tok a venda obrigatória dos seus ativos nos EUA.

Com a incerteza, o dólar retomou ritmo de alta. O dólar comercial teve variação positiva de 1,26% cotado a R$ 5,496. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,509.

O aumento da tensão no mercado financeiro local, que já havia amanhecido sob o signo da cautela, foi ligado por profissionais das mesas de operação ao aumento de rumores sobre a saída do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia estavam empresas exportadoras, favorecidas pelo avanço do dólar. A maior alta foi a Marfrig (MRFG3) que avançou 5,37%. Seguida da JBS (JBSS3) que subiu 2,53%.

O setor de alimentos se destacou na temporada de balanços, e as ações da JBS, Minerva e Marfrig subiram em resposta. Assim como os setores que mais se beneficiam com os impulsos econômicos da China.

Ainda entre as maiores altas do dia estava a Klabin (KLBN11) que fechou em alta de 2,11%.

No lado oposto, Hering (HGTX3) cedeu 8,34%, seguida por Eletrobras ON (ELET3) que teve queda de 6,66%. E a Gol (GOLL4) que caiu 6,05%.

Focus

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,62% para queda de 5,52%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,95%.

A mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 1,63% para 1,67%, enquanto as previsões para a Selic neste ano seguiram em 2,00% ao ano. A expectativa para o câmbio no fim do ano ficou em R$ 5,20, igual a um mês atrás.

Bolsas americanas

Os mercados acionários de Nova York abriram com ganhos, porém o índice Dow Jones não mostrou força, oscilando com viés negativo boa parte do pregão, em dia de quedas para a Boeing e o setor financeiro. Ações de tecnologia subiram e levaram o Nasdaq a atingir recorde histórico de fechamento, enquanto o S&P 500 avançou menos, mas ficou perto de também bater recorde.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,31%, em 27.844,91 pontos, o S&P 500 subiu 0,27%, a 3.381,99 pontos, e o Nasdaq avançou 1,00%, a 11.129,73 pontos.

Analistas têm destacado que os volumes negociados estão mais baixos em Nova York, com alguns operadores de férias no verão local. Além disso, continuavam a ser monitoradas as difíceis negociações em Washington por mais estímulos fiscais. O presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar os democratas, dizendo que desejam US$ 1 trilhão apenas para Estados mal administrados, enquanto a oposição pressiona por mais verba, diante da perda de fôlego na recuperação da pandemia.

A disseminação da covid-19 continuava a preocupar. Trump voltou a demonstrar otimismo sobre uma recuperação em V da economia, mas o índice de atividade industrial Empire State recuou de 17,2 em julho a 3,7 em agosto e alguns outros dados têm sugerido perda de fôlego recente.

Entre os setores, o financeiro esteve sob pressão, com JPMorgan em baixa de 2,64%, Goldman Sachs de 2,36% e Citigroup, de 2,85%. Já no de tecnologia houve ganhos, apoiando o Nasdaq: Microsoft subiu 0,66% e Intel, de 0,08%. Apple subiu boa parte do dia, mas acabou por recuar 0,26%.

Entre outras ações importantes, Boeing fechou em baixa de 3,41%, pressionando o Dow Jones. Caterpillar tampouco se saiu bem, em queda de 0,84%, mas Amazon subiu 1,09% e Alphabet, 0,77%.

*Com Estadão Conteúdo

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