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Finanças

Ibovespa fecha em queda 1,23% com rombo fiscal e bolsas americanas

Vacina russa anima o mercado, mas ainda há dúvidas sobre eficácia da descoberta

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InvestNews
bolsa de valores

O mercado financeiro não reagiu bem a notícia de que o governo avalia prorrogar o estado de calamidade até 2021. Caso isso aconteça novas regras fiscais seriam descumpridas também no próximo ano.

Acompanhando toda essa incerteza na agenda macroeconômica, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 1,23% aos 102.174 pontos nesta terça-feira (11).

Além da deterioração do quadro fiscal brasileiro preocupa também os investidores uma ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que reforçou que a Selic em 2% deve permanecer assim por um bom tempo. Especialmente por pressões desinflacionárias que devem se prolongar mais do que em outras recessões.

Na pauta macro, outro ponto de conflito é a nova CPMF. As medidas prometidas pelo governo superam até mesmo a arrecadação esperada com o novo imposto. Enquanto a receita anual da nova CPMF deve ser de R$ 120 bilhões, o dinheiro necessário para cumprir com as iniciativas propostas por Paulo Guedes e sua equipe é de R$ 248 bilhões ano ano.

No cenário externo, o desempenho negativo das bolsas americanas também motivou a queda. O Ibovespa seguiu os índices americanos que recuaram com incertezas na aprovação de estímulos fiscais para os EUA. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,38%, enquanto o S&P 500 recuou 0,80%. Já o índice Nasdaq caiu 1,69%.

Outra novidade que repercutiu foi a vacina russa, que segundo o presidente Vladimir Putin seria eficaz no combate contra Covid-19. Mas, que ainda é questionada pelas autoridades sanitárias no mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda espera comprovar a segurança desta nova descoberta.

Sob influência desse apetite de risco no exterior, o dólar fechou em queda. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,4149, com variação negativa de 0,915%. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,481.

Entre as ações mais negociadas, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) fecharam em queda de 1,58% e 3,09%, respectivamente. A mineradora foi a quarta maior queda do índice.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia subiram as companhias aéreas Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) que avançaram 7,07% e 8,45% respectivamente. Seguidas da CVC (CVCB3) que fechou em alta de 6,54%. Os papéis destas companhias foram os mais afetados com o coronavírus, contudo dispararam com a notícia da vacina russa contra a Covid-19.

Já no lado oposto, caiu a Cosan (CSAN3) que recuou 3,43%. A companhia foi impactada pelo seu resultado do segundo trimestre de 2020, com prejuízo líquido de R$ 174,4 milhões frente a lucro de R$ 418,3 milhões no mesmo período em 2019.

Entre as maiores baixas recuaram também a Braskem (BRKM5) com queda de 3,25% e a Sabesp (SBSP3) que caiu 3,15%.

Ainda no mercado corporativo, os investidores ficaram atentos as ações do BTG Pactual (BPAC11) que subiram após banco apresentar resultados, mas viraram para queda fechando com variação negativa de 1,77%.

O BTG Pactual informou lucro líquido de R$ 977 milhões no segundo trimestre, praticamente igual ao visto ante o mesmo período de 2019, de R$ 972 milhões.

Bolsas americanas

Os mercados acionários de Nova York subiram boa parte do dia, embora o índice Nasdaq tenha mostrado volatilidade em todo o pregão. Na última hora de negócios, o ambiente piorou e houve queda em todas as bolsas após uma liderança republicana dizer que não houve avanços na busca por mais estímulos fiscais nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,38%, a 27.686,91 pontos, o S&P 500 recuou 0,80%, a 3.333,69 pontos, após quase ter alcançado máxima histórica intraday, e o Nasdaq caiu 1,69%, a 10.782,82 pontos.

As bolsas de Nova York abriram sem sinal único. A declaração do governo da Rússia de que havia conseguido uma vacina para a covid-19 apoiou o humor dos investidores, embora outras autoridades tenham mostrado cautela com a notícia e a Organização Mundial de Saúde (OMS) aguarde mais informações para certificar sua segurança e eficácia.

Além disso, havia expectativa por mais estímulos, após sinalização do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, de que eles podem ainda se materializar, mesmo após decretos sobre isso no fim de semana pelo presidente Donald Trump. No meio da tarde, contudo, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell afirmou em entrevista que não houve avanços na busca por um acordo com democratas sobre o tema, abrindo espaço para a piora na ações na reta final.

Entre os setores, os de tecnologia e serviços de comunicação estiveram entre as maiores baixas. Apple caiu 2,97% e Microsoft, 2,34%, enquanto Amazon cedeu 2,14% e Alphabet, 1,09%.

Na contramão da maioria, o setor financeiro subiu, com Goldman Sachs em alta de 0,80% e JPMorgan, de 3,16%, em dia de avanço dos retornos dos Treasuries. Boeing chegou a mostrar mais força, mas ainda terminou em alta de 0,40%.

*Com Estadão Conteúdo

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