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Finanças

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros em Wall Street; dólar cai

Agenda fraca no cenário interno, mercado segue fluxo das bolsas americanas

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InvestNews
bolsa de valores

A bolsa de valores já acumula sua segunda queda no mês de setembro, desta vez seguindo forte realização de lucros nas bolsas americanas. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 1,17% aos 100.721 pontos nesta quinta-feira (3). Na semana, o índice ainda cede 1,39%.

O desempenho dos mercados seguiu o cenário externo. Em Nova York, os índices recuaram em dia de venda dos papéis de companhias de tecnologia. Ações como Apple, Google, Netflix e Amazon despencaram. O índice Dow Jones fechou em baixa de 2,78%, o S&P 500 caiu 3,51%. O Nasdaq recuou 4,96%.

Nos EUA, o impasse entre democratas e republicanos pelos estímulos fiscais prevalece. Além da tensão pela proximidade das eleições americanas em novembro. A correção nas bolsas americanas parecia ignorar o ISM, índice de atividade de serviços, que perdeu força de agosto ante julho.

O dólar recuou frente a outras moedas seguindo as fortes perdas em Wall Street. O dólar comercial fechou em queda de 1,269%, cotado a R$ 5,2906. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,3672.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 106,15 ienes, o euro avançava a US$ 1,1855 e a libra tinha baixa a US$ 1,3275. O índice DXY, que mede a divisa americana em relação a uma cesta de outras moedas fortes, caiu 0,12%, a 92,739 pontos.

No cenário interno a agenda foi fraca, apenas com a reforma administrativa em pauta e a situação fiscal no radar, que preocupa menos os investidores após o anúncio de iniciativas diversas entre estas: a redução do auxílio emergencial a R$ 300 e o adiamento do Renda Brasil.

Entre as commodities, as ações da Vale (VALE3) tiveram um desempenho ruim e recuaram 3,26%. A companhia foi impactada com pedido judicial do Ministério Público Federal sobre a segurança das barragens. Por meio de uma liminar o órgão fiscaliza os encarregados de elaborar e implementar os planos de segurança interna da empresa. “O MPF quer que seja nomeado um interventor judicial para identificar, em até 15 dias, os diretores e demais gestores da alta administração que deverão ser afastados de seus cargos, a fim de possibilitar que o interventor assuma todos os trabalhos atinentes à sua atividade”, informou o MPF em comunicado.

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Além disso, os papéis da Petrobras sentiram a queda do petróleo no mercado internacional. O contrato do WTI para outubro fechou em queda de 0,34%, a US$ 41,37 o barril. E o Brent para novembro caiu 0,81%, a US$ 44,07 o barril. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam no zero, enquanto as preferencias (PETR4) tiveram leve alta de 0,35%.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia os bancos reagiram bem a proposta da reforma administrativa. O setor financeiro subiu em bloco. Os papéis do Bradesco (BBDC4;BBDC3) avançaram 3,93% e 3,83%, respectivamente. As ações do Santander (SANB11) fecharam em alta de 3,38%. E os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 2,43%.

Do lado oposto, as maiores quedas do dia foram do varejo. Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3) recuaram 5,36% e 6,89%, respectivamente. Enquanto as Lojas Americanas (LAME4) caíram 5,22%.

As varejistas recuaram após a Amazon anunciar que o Brasil entrou na rota de investimentos da companhia, desta vez com um novo centro de distribuição em Cajamar (SP).

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York registraram baixas consideráveis, em um movimento de realização de lucros que se aprofundou na tarde desta quinta-feira, 3. Dados modestos, dúvidas sobre os impactos da pandemia na atividade e algumas notícias do setor corporativo ampararam o movimento, que levou o Dow Jones e o S&P 500 a registrarem sua maior queda porcentual diária desde 11 de junho.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 2,78%, em 28.292,73 pontos, o S&P 500 caiu 3,51%, a 3.455,06 pontos, e o Nasdaq recuou 4,96%, para 11.458,10 pontos.

As bolsas de Nova York abriram sem sinal único, um dia após o S&P 500 e o Nasdaq terem registrado máxima histórica de fechamento. Tensões entre EUA e China estiveram no radar, após Pequim ter dito que dará “resposta legítima” a restrições impostas pelos americanos a diplomatas chineses. Os índices acionários ainda chegaram a ganhar algum fôlego após o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços dos EUA superar a previsão dos analistas, em 55 na leitura final de agosto, mas logo pioraram com o índice ISM de serviços dos EUA, que veio pior do que o esperado.

À tarde, o movimento de perdas se aprofundou, puxado pelas chamadas giant techs, empresas dos setores de tecnologia e serviços de comunicação que têm liderado ganhos nos últimos meses. Alphabet caiu 5,12%, após The New York Times informar que o Departamento de Justiça dos EUA deve apresentar acusações antitruste contra o Google nas próximas semanas. Apple fechou em baixa de 8,01%, Facebook cedeu 3,76%, Amazon perdeu 4,63% e IBM, 2,91%;

Outros setores tampouco se saíram bem, com Boeing em baixa de 3,44% e Caterpillar, de 1,68%. Entre os bancos, Goldman Sachs recuou 1,18% e Citigroup, 0,87%.

A Capital Economics discute, em relatório hoje, se poderia haver uma bolha nas ações de tecnologia. A consultoria aponta que o movimento dessas ações nos últimos meses é em parte motivado por seus resultados nos balanços, bem como por serem de companhias que conseguem evitar o contato cara a cara com os consumidores para seus negócios em grande parte do tempo. A Capital Economics afirma que as valorizações das principais empresas do setor foram maiores do que aquelas do restante do mercado, mas não acredita em uma grande correção como a de um estouro de uma bolha, vendo como cenário mais provável que essas ações avancem menos do que o restante do mercado, conforme ocorram progressos para conter a pandemia e a reabertura econômica continue.

*Com Estadão Conteúdo

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