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Finanças

Ibovespa: parceria EUA-Huawei e novo secretário do Tesouro zeram perdas

Dólar sobe 1,91%, em meio a temor por segunda onda da Covid-19 e Fed comprando títulos de dívida privados

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InvestNews
bolsa de valores

A semana acabou de começar, mas a incerteza não deu tempo para trégua. A bolsa de valores foi surpreendida com o anúncio da saída do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, programada para agosto, e à aversão a ativos de risco no exterior, em meio a sinais de uma segunda onda de covid-19.

Durante o dia, o Ibovespa, principal índice da B3 operava em queda. No entanto, a notícia de que os Estados Unidos permitiram que empresas trabalhem junto a Huawei para implementar tecnologia 5G animou os mercados. Somado ao anúncio de que o Federal Reserve (Fed) vai comprar títulos de dívidas privadas das empresas fez a bolsa zerar as perdas. O Ibovespa fechou em queda de 0,45% aos 92.375 pontos.

Outra notícia que acalmou alguns investidores foi a escolha de Bruno Funchal, diretor de Programas do Ministério da Economia e ex-secretário da Fazendo do Espírito Santo, como sucessor de Mansueto que deve deixar o Tesouro Nacional em agosto.

O dólar retomou seu ritmo de alta motivado pela aversão ao risco. O dólar comercial fechou em alta de 1,91%, cotado a R$ 5,142. Na máxima do dia a moeda americana chegou a R$ 5,220.

Outro dado que desapontou os mercados foi a retração industrial da segunda maior economia do mundo. Os números de produção industrial e de vendas no varejo em maio na China vieram piores que o esperado. A expectativa de expansão era de 5%, mas foi de 4,4%.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram: os papéis da Petrobras (PETR4) com alta de 0,49% e as ações da Vale (VALE3), com alta de 0,90%. As ações da Via Varejo (VVAR3) e Azul (AZUL4) avançaram 6,69% 0,14%, respectivamente. Caíram os papéis do Bradesco (BBDC4) que recuaram 2,22%.

Destaques da Bolsa

O destaque positivo do dia foi da Cielo (CIEL3) , as ações da companhia dispararam mais de 30% após a notícia de que a empresa terá uma parceria com Facebook e Whatsapp para pagamentos dentro do aplicativo. As ações da Cielo fecharam em alta de 14,01%, cotadas a R$ 4,80.

Segundo Cristiano Corrêa, professor de finanças do Ibmec, a Cielo ganha muito com a parceria porque a ação sofreu no passado com a lentidão de entrar na guerra das maquininhas, além da dificuldade de entender concorrentes como a PagSeguro e Stone. Contudo, a parceria com o WhatsApp a coloca novamente dentro do jogo. “A Cielo volta com força para a guerra das maquininhas, mas é importante entender que o mercado ainda deve sofrer este ano, com a chegada do PIX em novembro, que vai permitir pagamentos instantâneos”, destaca.

Além da inovação do mercado, Corrêa adverte para não se deixar enganar com a alta da ação. Na sexta-feira (12), a ação estava cotada a R$ 4,19 e saltou quase 35% no intraday chegando a bater os R$ 5,65 nesta segunda-feira (15). Contudo, no dia 10 de junho a ação fechou a R$ 4,84 e hoje fechou cotada a R$ 4,80. “A Cielo está no mesmo nível que no dia 10 de junho. As ações sofreram na sexta, mas hoje ela voltou ao normal. E ainda está abaixo da média móvel e do patamar de fevereiro”, reforça. Em fevereiro o maior valor de negociação da CIEL3 foi de R$6,82.

Subiram também as ações da Via Varejo (VVAR3) que avançaram 6,69%. Outro destaque foi da GOL (GOLL4) que teve alta de 5,23%. A companhia aérea subiu apesar do temor de uma segunda onda do coronavírus pesando em alguns setores da economia.

A maior queda do dia foi do IRB Brasil (IRBR3), que recuou 9,92% após ter experimentado uma alta pouco peculiar de 25% nos últimos dias.

Caíram também as ações da Eletrobras (ELET3) e do Banco BTG (BPAC11), que recuaram 3,61% e 3,49%, respectivamente.

Contexto interno

Operadores afirmam que a saída de Mansueto não muda as apostas majoritárias de corte da Selic de 0,75 ponto, para 2,25% na reunião do Copom desta quarta-feira, ainda que eleve as preocupações com a continuidade do ajuste fiscal das contas públicas.

No relatório Focus desta segunda, os economistas projetam queda mais acentuada do PIB em 2020, passando de 6,48% para 6,51%. A estimativa para o câmbio caiu de R$ 5,40 para R$ 5,20. A estimativa para o IPCA passou de 1,53% para 1,60% e para Selic este ano segue em 2,25%.

Bolsas europeias

As bolsas europeias operam em baixa desde a abertura do pregão desta segunda-feira, pressionadas por indícios de que China e EUA podem enfrentar uma segunda onda de infecções por coronavírus e após indicadores chineses que frustraram as expectativas.

No noticiário corporativo, destaque para a petrolífera britânica BP, que mais cedo previu que registrará baixas contábeis de US$ 13 bilhões a US$ 17,5 bilhões no balanço do segundo trimestre e reduziu sua projeção para o preço médio do petróleo tipo Brent no período de 2021 a 2050, a US$ 55 por barril. No mercado inglês, a ação da BP caía 3,6% nos negócios da manhã.

Juros

Os juros futuros fecharam perto dos ajustes anteriores, com viés de queda nos curtos e de alta nos longos. As taxas tiveram alívio à tarde, zerando o avanço exibido desde a abertura nos trechos intermediário e longo, após uma manhã de estresse no exterior em função das preocupações com uma nova onda da covid-19 no mundo e, internamente, pela informação, do domingo, de que Mansueto Almeida deixará o comando do Tesouro.

A melhora no humor na segunda etapa foi determinada pelo anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que comprará “amplo e diversificado” portfólio de títulos corporativos e também pela informação de que Bruno Funchal, ex-secretário de Fazenda do Espírito Santo, foi escolhido pelo ministro Paulo Guedes para substituir Mansueto.

O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 2,12% (mínima), de 2,155% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2022 com taxa de 3,05%, de 3,07% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 5,682% para 5,71% e a do DI para janeiro de 2027, de 6,602% para 6,64%.

*Com Estadão Conteúdo

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