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Finanças

Ibovespa fecha o dia em alta; dólar sobe 4,7% na semana

Mercado repercute notícias sobre nova vacina, mas incertezas internas persistem.

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O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou e alta nesta sexta-feira (26), com a aprovação do Orçamento para 2021 na Câmara e o anúncio de que o Instituto Butantan vai produzir uma vacina 100% nacional, a Butanvac. O mercado também acompanha o exterior e segue atento à agenda de reformas.

O Ibovespa subiu 0,91%, aos 114.781 pontos. Na semana, no entanto, o indicador caiu 1,24%. Veja mais cotações

Já o dólar subiu 1,26%, a R$ 5,7416. Na semana, a moeda norte-americana subiu 4,73% sobre o real.

O real teve o segundo pior desempenho nesta sessão – apenas a lira turca caiu mais -, e a performance relativa mais fraca ficou evidente contra o peso mexicano – considerado um termômetro do sentimento mais geral sobre os mercados emergentes. O real atingiu mínimas em 17 anos em relação ao peso.

“O Brasil, com dívida próxima a 93% do PIB, tem juros reais negativo de 2,5%. Já o México, com o fiscal bem melhor, não tem esses juros negativos. Isso demonstra o quanto estamos errados”, disse Alfredo Menezes, sócio-gestor na Armor Capital.

Novas vacinas

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, anunciou que pesquisadores financiados com recursos do governo federal entraram com pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de realização de testes para uma vacina contra a covid-19, batizada de Versamune-CoV-2F.

O anúncio foi feito horas depois de o governador de São Paulo, João Doria, anunciar que o Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina totalmente nacional, a Butantanvac, e que o órgão entrará com pedido de autorização na Anvisa para os estudos clínicos.

Outro destaque do dia foi a aprovação pela Câmara no dia anterior do texto principal da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021. O texto traz um remanejamento de mais de R$ 25 bilhões, boa parte destinado a emendas parlamentares.

Dúvidas sobre o BC

O dólar acelerou a alta na tarde desta sexta em meio a intensos ruídos sobre a estratégia do Banco Central no câmbio e falta de perspectivas de fluxo e de melhora econômica de curto prazo.

“O que ninguém entende é o racional do BC para atuar no câmbio. Vendeu a R$ 5,58 e agora não faz nada com a moeda tendo pior performance relativa?”, comentou Sérgio Goldenstein, consultor independente da Ohmresearch Independent Insights, sobre as intervenções do BC no câmbio.

Na quinta-feira, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse ser equivocada a visão de que intervenções no câmbio em dias em que o real está apreciando estariam ligadas ao cenário inflacionário.

Destaques da bolsa

A maior alta do dia foi do Pão de Açúcar (PCAR3) que valorizou 5,90%, após ajustes do papel com a cisão do Assaí e investidores avaliando o potencial de crescimento do grupo. Um possível re-IPO da Cnova também repercute na companhia.

A alta foi seguida de Bradespar (BRAP4) e Gerdau (GGBR4), que avançaram 5,69% e 5,26%, respectivamente, em dia positivo para o setor de mineração e siderurgia com forte demanda de minério de ferro e aço.

No lado oposto do Ibovespa, a maior queda foi da Cogna (COGN3), que recuou 4,51%, após a empresa adiar a divulgação do balanço do último trimestre de 2020, que estava previsto para esta sexta-feira. A empresa de educação programou a apresentação do resultado para a próxima quarta-feira (31) antes da abertura dos mercados. 

Caíram também Qualicorp (QUAL3) e JHSF (JHSF3), com desvalorização de 3,42% e 3,02%, respectivamente.

Destaques na semana

Na semana, o destaque positivo foi do Carrefour (CRFB3), que teve alta acumulada de 15,61%, após consolidar sua liderança no setor de varejo alimentar com a compra do Grupo Big.

Subiu também o concorrente Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), que valorizou 10,95% com investidores avaliando o potencial de crescimento do grupo. A Ultrapar (UGPA3) teve alta de 5,55%.

Entre as maiores baixas da semana estava Azul (AZUL4), que recuou 11% na semana. Magazine Luiza (MGLU3) e Embraer (EMBR3) desvalorizaram 10,36% e 9,03% na semana.

Bolsas globais

Os índices S&P 500 e Dow Jones tiveram alta em um amplo avanço nesta sexta-feira, com ações de tecnologia, saúde e financeiras fornecendo o maior impulso em meio a apostas de investidores em uma recuperação que deve gerar o crescimento econômico mais rápido desde 1984.

O S&P 500 e o Dow Jones encerraram uma semana volátil em alta, conforme investidores que buscavam reequilibrar suas carteiras no fim do trimestre continuaram a comprar ações que podem se beneficiar de uma economia em crescimento enquanto buscaram também ações de tecnologia que tiveram perdas.

O Nasdaq também encerrou em alta com o avanço de ações tecnológicas menos populares, mas o índice registrou sua segunda queda semanal consecutiva.

Wall Street disparou na última meia hora de negociações, elevando todos os três índices em mais de 1%.

O índice Russell 1000, que inclui ações de energia, bancos e industriais, acumula alta superior a 10% este ano, tendo superado, ligeiramente, sua contraparte, o Russell 1000, que está um pouco acima do ponto de equilíbrio para o ano.

Algumas das ações pesos pesados ​​de tecnologia tiveram queda, como a Tesla Inc e a Alphabet Inc, holding que detém o controle do Google, mas a Microsoft Corp e Facebook Inc resistiram à tendência, ajudando a elevar o S&P 500 e o Nasdaq.

O índice Dow Jones subiu 1,39%, para 33.072,88 pontos. O S&P 500 ganhou 1,66%, para 3.974,54 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 1,24%, para 13.138,73 pontos. Na semana, o S&P subiu em torno de 1,6% e o Dow Jones, 1,4%. Já o Nasdaq teve queda de 0,6%.

As ações europeias encerraram a semana próximas de suas máximas históricas, com as mineradoras se destacando enquanto os investidores ignoravam as preocupações sobre uma terceira onda de infecções pelo coronavírus e focavam nas perspectivas de uma sólida recuperação econômica global.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,99%, a 6.740,59 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,87%, a 14.748,94 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,61%, a 5.988,81 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,72%, a 24.393,26 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,05%, a 8.498,20 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,53%, a 4.836,86 pontos.

O índice de blue-chips da China subiu nesta sexta-feira e interrompeu série de cinco semanas de perdas, impulsionado por empresas de consumo e forte entrada de investidores estrangeiros.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,56%, a 29.176 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,57%, a 28.336 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,63%, a 3.418 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 2,27%, a 5.037 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,09%, a 3.041 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,53%, a 16.305 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,52%, a 3.157 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,49%, a 6.824 pontos.

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