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Minerar bitcoin ainda vale a pena? Entenda em 5 pontos

Atividade é responsável pela segurança da blockchain e mineradores podem ser recompensados com bitcoins.

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Representação do bitcoin
REUTERS/Dado Ruvic

Você sabe o que é e para que serve minerar bitcoins? O bitcoin é uma criptomoeda descentralizada. Isso significa que, diferentemente do real ou dólar, ela não é regulamentada por nenhum Banco Central ou órgão governamental. O monitoramento e validação das transações da maior moeda virtual da atualidade são feitos por pessoas espalhadas ao redor do mundo: os mineradores.

Recentemente, a mineração se tornou uma atividade mais fácil e lucrativa após a China expulsar mineradores de seu território. Mas vale a pena começar a minerar bitcoin? É lucrativo? O InvestNews explica em 5 pontos o que é mineração de bitcoin, como funciona e o que é preciso para fazê-la.

1 – O que é minerar bitcoin?

Mineração de bitcoin é o processo que faz novos bitcoins entrarem em circulação. Além disso, também é o que mantém segura a blockchain, rede que registra as transações com a criptomoeda por meio da criptografia.

Na blockchain, cada “bloco” registra as informações de uma transação, e todos os blocos são conectados em cadeia, em ordem cronológica. Os mineradores trabalham para verificar a validade das informações de um novo bloco, checando se a transação com a criptomoeda ocorreu da forma que deveria.

2 – Quanto ganha um minerador de bitcoin?

Em troca dos serviços de validação, o minerador é recompensado com a taxa de transação, que varia de bloco para bloco, e está elegível para receber 6.25 bitcoins (o que, na cotação atual, gira em torno de R$ 170.700).

Ou seja, validar as transações não significa automaticamente ganhar as criptomoedas – para receber a recompensa, é necessário sorte e velocidade. Funciona assim: após validar o bloco, o minerador precisa ser o primeiro, dentre todos os mineradores, a chegar na solução de um problema numérico, num processo conhecido como prova de trabalho.

A recompensa em bitcoin é reduzida pela metade a cada 4 anos, com a última alteração feita em maio de 2020. Em 2009, ano em que a mineração começou, a recompensa era de 50 bitcoins.

3 – O que é preciso para minerar bitcoin?

Como a atividade é basicamente uma competição de quem resolve primeiro uma sequência numérica, saem na frente os computadores com muita velocidade de processamento, capazes de fazer mais tentativas por segundo.

Além disso, energia barata é desejável, já que as máquinas devem estar ligadas 24 horas por dia. Em um país com a energia cara, como o Brasil, os ganhos com a mineração podem não ser suficientes para cobrir os gastos com energia elétrica.

Por fim, climas frios ajudam a evitar o superaquecimento das máquinas sem o gasto adicional de equipamento para resfriamento – não por acaso, os maiores polos de mineração de bitcoin estão no norte global, em países como Rússia, Estado Unidos e, até pouco tempo atrás, na China.

4- Dificuldade de minerar bitcoin: o hashrate

A probabilidade de um minerador ser o primeiro a descobrir a solução do problema é medida pelo poder de mineração em relação ao total da rede.  

Para ser competitivo no ramo, é preciso ter um alto hashrate (ou “taxa de mineração”, em tradução livre), medido em terahashes por segundo (TH/s).

Quanto maior o hashrate total da rede, maior a segurança da blockchain, já que mais pessoas estão trabalhando para mantê-la inviolável. Ao mesmo tempo, no entanto, mais competitivo fica o processo de mineração.

Recentemente, em junho, o sistema viu uma queda drástica do hashrate devido à proibição da mineração de criptomoedas na China, até então maior polo da atividade no mundo, responsável por mais da metade da produção global de bitcoins. A proibição forçou mineradores a se livrarem de máquinas ou a buscarem refúgio em lugares como Texas ou Cazaquistão.

Com muitos mineradores ainda órfãos, o hashrate da rede caiu mais de 50% do desde o pico, em maio. Com isso, a mineração se tornou menos competitiva e mais lucrativa.   

No entanto, Ray Nasser, minerador e especialista em criptomoedas da Inversa Publicações, afirma que o evento não tornou a mineração não se torna uma tarefa simples, já que a quantidade de mineradores trabalhando na validação ainda é grande. Pelo mesmo motivo, a blockchain são se tornou insegura, segundo ele.

5- Vale a pena começar a minerar bitcoin agora?

Ray é enfático ao dizer que não é vantajoso começar a minerar bitcoin de casa, principalmente com o alto preço da energia elétrica no Brasil. De acordo com ele, os custos – tanto com a importação de máquinas especializadas em mineração (chamadas de rigs) quanto em energia elétrica – não compensam a rentabilidade da atividade. “sete ou oito anos atrás talvez, mas o mercado mudou muito desde lá, e hoje em dia está virando um coisa institucional”.

(*Com informações da Reuters)

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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