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Finanças

PIX: 5 coisas que vão mudar na sua vida com o novo sistema do BC

Especialistas das áreas financeira e jurídica contam quais devem ser as principais mudanças na vida do consumidor com a chegada do novo sistema de pagamentos.

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Com a chegada do PIX, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, a nossa relação com o dinheiro vai mudar. Se antes era preciso aguardar o expediente dos bancos para concluir uma transferência, a partir do dia 16 de novembro, quem tiver sua chave cadastrada poderá receber valores em no máximo 10 segundos, a qualquer hora do dia, inclusive nos feriados e finais de semana.

A facilidade do sistema fez muita gente ficar desconfiada com questões de segurança e privacidade de dados pessoais, a ponto de gerar teorias de que o PIX seria um pretexto para o governo implantar um amplo sistema de vigilância. A preocupação em torno de fraudes também tem gerado vários questionamentos, a ponto de o BC avisar que deve limitar os valores transferidos por operação.

“É improvável que o PIX coloque no ar um sistema sem ter passado por todos os testes de segurança e ter sido validado. O maior risco para o órgão seriam tentativas de assalto e golpes, não uma vulnerabilidade do sistema”, afirma Rodrigo Campos Vieira, advogado especializado em regulação do sistema financeiro.

Sob uma ótica mais pragmática, o InvestNews consultou especialistas das áreas financeira e jurídica para entender o que de fato deve mudar com a chegada da ferramenta do BC.Veja abaixo cinco aspectos da vida cotidiana que devem mudar após a implantação do PIX:

1 – Pagar a conta de luz usando o QR Code

A Agência Nacional De Energia Elétrica (Aneel) informou no início do ano que pretende incluir o novo sistema de pagamentos nas cobranças de energia elétrica já em novembro, mês de estreia do sistema. A expectativa é de que isso agilize muito o pagamento de contas de modo geral, já que o dinheiro pago pelo consumidor vai direto para quem recebe (Neste caso, a empresa que fornece luz) sem precisar passar pela verificação de um banco ou qualquer intermediário. 

2 – Adeus ao TED e ao DOC (mas só se você quiser)

Digitar código de barras para pagar uma conta? Esperar 24 horas pra ver o dinheiro cair na após um pagamento? Fazer uma compra por boleto e a loja levar até três dias para confirmar? Este tipo de sufoco vai ser coisa do passado com o PIX. Os tradicionais sistemas de pagamento bancário, o DOC e o TED, continuarão disponíveis para quem quiser usar, já que o novo sistema não será obrigatório. Mas acredita-se que a tendência é que eles entrem em desuso com o tempo, assim como aconteceu com o talão de cheques quando foi criado, em 2002 que apesar de impopular, continuou sendo usado por uma parcela da população por muitos anos. 

3 – Pagar a conta do restaurante sem usar cartão

O PIX representa uma ameaça para as maquininhas de cartão? Não se sabe exatamente qual o impacto da ferramenta neste segmento, mas é certo que as coisas vão mudar. O fato de qualquer empresa não financeira poder se cadastrar no sistema do BC abre uma série de possibilidades. Uma delas, por exemplo, é poder sair de casa para jantar sem levar o cartão de crédito ou débito. Se o restaurante estiver cadastrado no PIX, ele pode passar a permitir que você pague a conta pelo sistema, usando seu celular, sem precisar abrir a carteira ou digitar uma senha, e sem precisar de um banco ou administradora de cartão como intermediário.

4 – Nunca mais pagar para transferir dinheiro

Já é certo, e confirmado pelo Banco Central, que o PIX vai ser gratuito para todas as pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs). Então vai acabar essa história de ter que pagar para enviar seu dinheiro pra alguém — a menos que você continua preferindo fazer um TED bancário. Os bancos já se prepararam para perder receita com estes serviços. As instituições financeiras serão cobradas em R$ 0,01 (leia-se, 1 centavo) a cada 10 transações com o PIX.  Elas poderão ou não repassar esse custo para as empresas que usarem o sistema.

5 – Menos dinheiro em circulação

Em um futuro não tão distante, especialistas acreditam que o PIX tem potencial de reduzir a quantidade de moeda física que circula no Brasil (que inclusive cresceu após o pagamento do auxílio emergencial). Em outros países, já existe até um movimento chamado cashless, como na China e na Europa, que pretende extinguir o uso do dinheiro vivo e torná-lo apenas digital. Cerca de 50 países já adotam sistemas semelhantes ao PIX, cada um com suas próprias regras, sendo assim uma tendência global.

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