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5 fatos para hoje: inflação nos EUA; estimativas para rombo fiscal

O governo Biden espera que o aumento de preços na economia do país seja temporária.

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Presidente norte-americano, Joe Biden, com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, no Salão Oval da Casa Branca em Washington, EUA 29/01/2021 REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo

1- Casa Branca vê maioria das altas de preços como temporária; Yellen defende monitorar com cuidado

O governo Biden espera que “a maioria dos aumentos de preços” na economia dos Estados Unidos seja temporária, em vez de um sinal de inflação sustentada, disse a Casa Branca nesta quinta-feira.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, também repetiu sua visão de que a inflação elevada atual é transitória, mas disse em uma entrevista à National Public Radio que o aumento dos preços precisa ser observado “com muito, muito cuidado”.

“Não devemos esperar que desapareça no mês que vem, mas certamente a médio prazo não acho que continuará”, disse Yellen sobre a inflação. “Mas, é claro, precisamos observar a inflação com muito, muito cuidado.”

2- Credores da Samarco rejeitam proposta de recuperação judicial, mostra documento

Os credores da mineradora Samarco, joint venture da brasileira Vale com o grupo anglo-australiano BHP, apresentaram nesta quinta-feira uma objeção à proposta de recuperação judicial apresentada pela empresa, segundo documento judicial visto pela Reuters.

No documento, os credores afirmaram que o principal objetivo do plano proposto é proteger as gigantes da mineração donas da Samarco e reduzir os pagamentos futuros aos detentores de títulos e credores.

Com isso, eles rejeitaram a oferta da Samarco de um desconto de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia, incluindo os acionistas Vale e BHP, que têm 24 bilhões de reais a receber da joint venture. Os pagamentos ocorreriam em 2041.

Os credores disseram que tanto a Vale quanto a BHP, como acionistas, deveriam ser pagas somente depois que todos os outros credores recuperassem totalmente seu dinheiro. Eles também questionam parte dos créditos que as sócias têm a receber.

A outra alternativa ofertada pela Samarco, que permitiria que credores recebam ações preferenciais da mineradora como pagamento, também foi recusada pelos credores.

“É inaceitável que um plano de recuperação judicial de uma empresa controlada pelas maiores mineradoras do mundo preveja simplesmente uma verdadeira (e ilegal) anistia do devedor para criar valor para suas multibilionárias acionistas que são, aliás, solidariamente responsáveis pelo maior desastre ambiental do Brasil”, disseram credores no documento judicial.

O rompimento de uma barragem da Samarco em 2015 deixou 19 mortos e centenas de desabrigados, além de poluir o rio Doce em toda a sua extensão até o mar capixaba, no que foi considerado à época o maior desastre socioambiental da história do país e levou a empresa a graves problemas financeiros.

Os credores defendem que a Samarco, a Vale e a BHP paguem em três partes iguais por todos os danos causados ​​pelo rompimento da barragem, disseram em entrevista os advogados dos credores Paulo Padis e Marcos Pitanga. No entanto, a Samarco se comprometeu com todos os pagamentos para reparar os danos.

3- Mercado melhora estimativas para rombo fiscal e dívida pública em 2021 e 2022, mostra Prisma

O mercado financeiro melhorou suas estimativas para o resultado primário das contas públicas para este ano e o próximo e prevê alívio no endividamento do governo federal, de acordo com o relatório Prisma Fiscal de julho divulgado nesta quinta-feira.

O rombo primário –que representa o resultado das contas do governo fora o pagamento dos juros da dívida pública– deve ficar em 184,3 bilhões de reais em 2021, segundo a sondagem de julho, ante 200,8 bilhões de reais previstos no mês anterior. Os números se referem às medianas das projeções.

A perspectiva dos economistas para o déficit primário de 2022 também melhorou, passando a 116,0 bilhões de reais, ante 135,6 bilhões de reais em junho.

Os números relativos ao resultado primário das contas públicas são acompanhados de perto pelas agências de classificação de risco, uma vez que são medida importante da capacidade do governo de honrar seus compromissos.

Enquanto isso, a expectativa dos profissionais consultados é de que a dívida bruta do país fechará 2021 em 82,77% do PIB, ante 84,50% no mês anterior. Também há perspectiva de alívio no endividamento para o ano que vem, de acordo com as medianas das projeções, com a relação dívida/PIB devendo cair para 83,24%, ante 86,20% anteriormente.

As agências de risco também monitoram com atenção a razão entre a dívida bruta e o Produto Interno Bruto (PIB), que oferece uma sinalização sobre riscos de rolagem.

4- Ipea: 11% dos trabalhadores fizeram home office ao longo de 2020

O grupo de brasileiros que trabalhou de forma remota entre os meses de maio e novembro de 2020 chegou a 8,2 milhões de pessoas, apenas 11% dos 74 milhões de profissionais que continuaram a trabalhar durante a pandemia de covid-19. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que mostrou que mulheres (56%), brancos (65,6%) e profissionais de nível superior (74,6%) foram a maioria dos trabalhadores em home office.

A pesquisa do Ipea tem com base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao período de maio a novembro e coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid-19).

O estudo do IBGE mostra que o perfil da população em trabalho remoto diverge da composição da população brasileira, que é formada por 51,1% de mulheres, 54,7% de pretos ou pardos e 13,1% de pessoas com nível superior.

Os 74 milhões de trabalhadores citados pelo Ipea são a parte dos 83 milhões de brasileiros que tinham uma ocupação nesse período e continuaram trabalhando. Entre os 9,2 milhões que se afastaram do trabalho, 6,5 milhões fizeram isso por causa do distanciamento social.

5- EUA oferecem até US$10 milhões por informações sobre hackers estrangeiros

Os Estados Unidos ofereceram nesta quinta-feira até 10 milhões de dólares por informações que podem identificar ou localizar hackers que estejam trabalhando sob o comando de um governo estrangeiro com o objetivo de atingir a infraestrutura crítica norte-americana.

O Departamento de Estado dos EUA disse em comunicado que “certas operações cibernéticas maliciosas que visam a infraestrutura crítica dos EUA podem violar a CFAA (Lei de Fraude e Abuso de Computadores)” e que “criou um canal de denúncias na Dark Web (baseado em Tor) para proteger a segurança de fontes potenciais”.

(*Com informações de Reuters e Agência Brasil)

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